Mostrando postagens com marcador Comentário inútil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comentário inútil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Obrigada, Uniban

De verdade. Obrigada, Uniban, por nos dar o prazer de poder olhar para Geisy Arruda e sentir nosso ego massageado. 

A confusão todo mundo conhece: o vestido rosa, o vídeo com a “agressão”, a linha de vestidos, a participação em reality show e a capa da Sexy. Muitos podem dizer que é inveja  e que tudo que eu queria na vida era ser ovacioda por belas palavras nos corredores da faculdade e passar onze horas na mesa de cirurgia. Não, amados, não tenho inveja. Pelo contrário, sinto uma tristeza enorme em ver muita gente dizendo que ela é um exemplo de superação. Que fique claro que eu estou citando a benedita da Uniban, mas ela é apenas um pequeno ponto no universo das bundas rebolativas.

Exemplo de superação é a mulher que rala pra pagar os estudos, trabalha o dia todo, atura desaforo do chefe de bico calado, acorda cedo, dorme tarde. E ainda arruma tempo para cuidar do marido, dos filhos e dela mesma.

É característico dos homens se derreter por mulheres de plástico, falsas, maquiadas e burras. Faz parte do DNA deles. Mas me dói ver homens casados ou namorando meninas maravilhosas, simpáticas e inteligentes folheando uma Playboy qualquer e dizendo: “Meu Deus, isso que é mulher”. Eu mesma estava vendo a Playboy do mês passado com a “modelo” paraguaia Larissa Riquelme na capa e, é claro, adoraria ter o corpo dela!

Só que, meninas, lembrem-se, a gente sempre pode emagrecer, esticar aqui ou repuxar ali, mas inteligência não se compra na mesa de cirurgia. 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Má oêêê!

Como eu ando passando tempo considerável na frente do computador escrevendo sobre linguagem publicitária, segmentação de mercado e história da propaganda, notei que meu cérebro estava inchando o suficiente para ficar preocupada. Para aliviar a tensão, resolvi dar uma passada por aqui, tirar as teias de aranha, espanar a poeira e recuperar o terreno que vários seres inimagináveis haviam tomado para si.

Este post não tem pé, muito menos cabeça, sendo que esta, está no arquivo minimizado intitulado "Capítulo 1". Pelo menos esta tela não me faz ter crises de choro. Pois então galera, eu estou me formando! Quem diria, heim? Aquela guriazinha que largou a faculdade de direito para fazer Publicidade (até então, incentivada pela mãe que não se cansava de dizer: "Quanta criatividade jogada fora, minha filha, você deveria fazer Publicidade e Propaganda e tentar ganhar dinheiro com isso". É, praga de mãe sempre pega!), que gostava de fotografia e não tinha ideia do que um publicitário realmente fazia, ia conseguir chegar ao final.

Quatro anos de faculdade se passaram, desisti da fotografia, me apaixonei por redação, fiz bons trabalhos, me dei mal em outros. E agora, tudo termina dia 28. É difícil terminar a faculdade, sabia? Eu achava que nunca ia sentir falta daquelas aulas intermináveis de Teoria da Comunicação, das reuniões de brainstorm que quase acabavam em pancadaria. Mas, quatro anos se passaram e cá estou eu: encerrando a monografia, concluindo os projetos e rebolando pra dar conta das matérias. E já sentindo saudades.

Saudades de pensar que tudo era de brincadeira, podíamos fazer anúncios sacanas e nos darmos bem com isso, das vezes que um anúncio feito em 10 minutos virava contracapa do jornal do curso. Agora, parece que a vida real está batendo a porta, já não existe mais aquela desculpa de "quando eu me formar eu penso". Agora vem os preparativos da formatura, aguentar o namorado resmungando que não vai ser ele quem vai dançar a valsa comigo, o pai resmungando que não sabe dançar valsa, convites, vestido, decoração da recepção. Mas, junto com isso, vem uma série de inseguranças e preocupações. A proposta de trabalho em outro estado,  decidir entre pós-gradução, mestrado ou outro curso, elevar o namoro a um outro patamar e saber que agora não existem mais desculpas. Tem que encarar.

Acredite, passa rápido. Parece que foi ontem que vi meu nome entre os aprovados para o curso de direito e tinha certeza de que aquilo era o que eu queria para o resto da minha vida. E eu só tinha 16 anos. Larguei tudo, me encontrei e me decepcionei com a nova escolha daquilo que eu queria ser quando crescer. As inseguranças dos 16 anos passaram a ser outras, as certezas também. E eu só tenho 22 anos.

Mas, e quem disse que não vai ser sempre assim?
Tem que encarar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Item máximo na escala de irritabilidade


Uma vez, uma amiga me disse que era mais fácil elencar as coisas que eu gostava que as que eu não suportava. E é verdade. Existem coisas que eu não suporto, mas entre esses milhões desagradáveis de coisas algumas se destacam. Japoneses, por exemplo. Argentinos. Comunistas. Bom, não vamos entrar nos méritos de irritabilidade de cada um. Mas acho que a coisa mais desagradável, na minha opinião, é me subestimar por causa da idade.
Odeio quando dizem: “você não sabe nada” ou “você não passou por metade do que eu passei”. Ok, tenho apenas 21 anos, mas isso não faz das minha experiências menos importantes que as suas. Logicamente, respeito a opinião de quem eu sei que mais bagagem que eu e pode me ensinar alguma coisa. Mas aí entra a questão principal: o respeito.
Dentre meus milhões de defeitos, que também acho que não devemos entrar no mérito de cada um, caso contrário esse post ficaria enorme, tenho que admitir uma qualidade minha: eu sei respeitar a opinião alheia. Eu tenho um ponto de vista, você tem outro. Eu vou expor o meu, você o seu. Só não tente me convencer que o que eu penso é errado, não faça isso. Não tente me dizer que eu não sei nada da vida, que eu não entendo de música ou de literatura, ou disso ou daquilo. Posso saber menos, mas vou tentar aprender mais. Não venha me dizer que o que eu leio é lixo, porque eu não vou falar isso dos seus livros. Não venha maldizer minhas músicas, pois eu não farei isso das suas. Não tente dizer que minhas opiniões ou convicções são coisas de menina, que eu não sei nada de nada. Não julgue pelo fato de eu ter a faculdade paga pelo pai ou até mesmo por ter um pai. Cada um é cada um. As coisas que eu passei foram importantes pra mim, talvez, pequenas pra você. Mas não tente dizer que não foram relevantes. Pra mim foram. Pra você não. É aí que entra o respeito.
Pois é, dentre as coisas que eu odeio mais que japoneses, mais que argentinos e mais ainda que comunistas estão os donos da verdade.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Destilando mau humor

Sejamos honestos: o fato de eu estar destilando mau humor não é atípico nem digno de nota. Mas hoje está especial. E eu vou dizer o motivo.

Acordei, dormi de novo, o despertador tocou de novo, quis ignorá-lo com todas as minhas forças, mas ele me venceu pelo cansaço. Xinguei a vida, levantei, me arrumei e cheguei na porta do prédio. O que me esperava lá fora? Um enorme, radiante, incrivelmente quente e insuportável SOL. Não, não era possível. Por que comigo, meu deus? Não entendo quem ama o verão. Sério, não consigo compreender. Vamos analisar os fatos?

1) No verão, tem SOL.

2) Se tem sol, tem CALOR.

3) Se tem calor, tem SUOR.

4) Se tem suor, tem gente MELEQUENTA.

Não vou entrar no mérito das praias. Não, não vou. Só uma pincelada, talvez: praia, calor, suor, areia mijada, criança infernais correndo, crianças infernais fazendo castelinhos de areia à beira mar, água suja, fria, gordos escrotos que te comem com os olhos, gordas escrotas que te matam com os olhos. Piriguetes, muitas piriguetes. Eu acho praia um show de horrores.

Eu acho que se deus existe, ele até foi justo numa coisa: encaixar o verão com todas as festas mais insuportáveis do planeta. Já pensou em passar pelo verão e quando você está novamente sorrindo por sentir frio, tem carnaval, natal, ano novo? Não, seria maldade demais com a raça humana. Além de eu ter que passar pelo verão, com seu calor insuportável, natal em família, ouvindo Simone cantando "então é natal, o que você fez, mimimi", ano novo em família NA PRAIA e o carnaval em família na praia com gordos escrotos que te comem com os olhos elevados à décima potência, no meio disso tudo tem o meu aniversário.

Eu acho que usei a mesma lógica que deus usou ao encaixar as festas com o verão. Se é pra ser, que seja agora. Nasce no meio da muvuca, acaba com essa palhaçada de uma vez. Tá certo, nunca tive festa de aniversário com os amiguinhos e ganho um presente só de natal e aniversário, mas eu ACABO COM A PALHAÇADA TODA DE UMA VEZ. Já dizia o poeta: "Cada escolha, uma renúncia e essa é a vida"

Quando eu penso no verão, sinto arrepios. É sério. Meu inferno astral começa em novembro, junto com o horário de verão e só termina em abril, quando a TV para de reprisar os melhores momentos de todos os programas que existem na grade.

Inferno.



(post dedicado à minha amiga Michele, que também nutre todos esses sentimentos)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

De volta. Ou não.

Olá, anjinhos, como vocês estão? Andaram pegando no meu pé porque andei abandonando o blog. Como se fosse só sentar, ligar o computador e escrever!
Como eu não tenho (absolutamente) nada de relevante pra postar, falarei imbecilidades (nossa, que novidade!):

- acho que tenho dislexia. De uma forma moderada, mas tenho. Hoje mesmo, fui escrever a palavra "osteoporose" e consegui escrever "osteropose" 7 vezes. Além de estar comendo sílabas de forma nunca vista antes. Eu deveria postar sem revisar, para vocês terem ideia da gravidade da coisa.

- estou começando a considerar a ideia de que eu sou um gênio. Ou sou muito susceptível à possessões. Só assim eu consigo explicar o fato de me sair bem nas provas sem estudar ou comparecer às aulas.

- além de gênio ou possuída, tenho o corpo fechado. Ninguém que leva a vida que eu levo (bebe, fuma, come porcaria, não faz atividade física e é ranzinza), consegue ter uma saúde impecável como a minha. Galera que apostou que eu infartava antes dos 30, mals aí, i will survive.

- além de gênio ou possuída e descendente do Highlander, ando tão calma que eu não pareço eu. Ok, vai ter gente que vai discordar, dizendo que meu humor anda tão ácido que parece que eu durmo com o Hugh Laurie, mas ninguém pode negar que a Pollyanna está fazendo de mim uma pessoa melhor.

- ando pensando em anomalias, ultimamente. Ao perguntar para minha mãe se ela criaria um filho deformado, ela me diz que cria eu e meu irmão, portanto, uma aberração a mais, uma aberração a menos, tudo bem. Acho que ela deveria começar a considerar o fato de que, em alguns anos, ela vai estar fraca e debilitada e será submetida às minhas vontades e escolha de asilo.

- não tenho muitos talentos. Mas sei fazer ôla com a barriga e língua de canoinha (sabia que existe um gene só pra determinar isso? Me poupe, Darwin!). Só que o Guilherme, aqui da agência, também faz ôla com a barriga, sendo que ele consegue tremer ela de forma semelhante à Carla Perez quando fazia 'tchan, tchan, tchan, tchan, tchan'. Preciso me aprimorar, não posso ficar estagnada. Vou filmar a barriga dele qualquer dia desses pra provar como é legal e invejável tremer a barriga daquele jeito.

- preciso terminar de começar minha monografia. Alguém aí poderia me ajudar a escrever sobre "A publicidade voltada ao homossexual na mídia impressa", né? Um pacote de balas 7 Belo pra quem se habilitar.

Viram como minha vida é chata, sem graça e desprovida de adrenalina e/ou serotonina? Não sei quando vou conseguir postar normalmente (!?) outra vez. Um beijo de esquimó pra vocês, anjinhos. Sendo vocês fantasmas ou não. :D

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Querido diário...

...eu odeio muito ser mulher. É sério. Uma vez, diário, eu perguntei a um travesti porque ele queria ser mulher. Sabe o que ele me respondeu? Diz que o mundo feminino é "fascinante". Só que:
  • eu não acho fascinante ficar menstruada;
  • eu não acho fascinante fazer as unhas com alguém cutucando tua cutícula com um alicate afiado que, normalmente, te machuca;
  • eu não acho fascinante usar salto alto e ficar com os pés e panturrilhas doloridos;
  • eu não acho fascinante exercer a mesma função de um homem, com qualidade semelhante ou até superior e vê-lo ganhar o dobro no quinto dia útil do mês;
  • não acho fascinante ser taxada de vagabunda por ficar bêbada;
  • não acho fascinante trabalhar num ambiente com vários homens, mas por eu ser mulher, ser a responsável por lavar as xícaras
  • não acho fascinante ser chamada de burra quando pego o carro. Sendo que, como eu dirijo bem, sou chamada de caminhoneira.
  • não gosto de ter que dormir de cabelo amarrado com medo de que ele crie vida no meio da noite e peça independência pela manhã;
  • não gosto de papo de mulher;
  • não acho nada legal ter que combinar as roupas;
  • não gosto de me maquiar pra sair;
  • não acho nada legal ter TPM e cólicas;

É, querido diário, eu poderia ficar aqui até amanhã listando coisas que me fazem odiar o fato de ser mulher. Mas tem algo que eu odeio ainda mais que o fato de ser mulher: outras mulheres. Ah!, como mulher é chata. Pouquíssimas as exceções e tenho a sorte de me rodear delas. Porque, desculpa, mas a minha vida NÃO gira em torno da sua 'escova marroquina de chocolate dos alpes suíços' nem da balada de sexta que você sai no tapa com outras pra conseguir. Mulher é chata, mulher é fútil. Graças ao bom deus existem as que fogem do padrão.

Bom, querido diarinho, vou escutar a nova música que baixei. Ela diz, mais ou menos, o seguinte: "Fuck you, fuck very very muuuuuuuch".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alice no País dos Entorpecentes

O gato ri. O gato some. O gato ri e o gato some. Isso é estranho. E o gato fala. O gato ri, o gato some e o gato fala. Eu não me meteria com um sujeito desses.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Motivos para odiar os anos 90

Seria muito fácil elencarmos tudo de bom que teve nos anos 90: Chiquititas, Punk, a levada da breca, Power Rangers, Super Nintendo... ah, os anos 90. Como eu nasci na finaleira dos anos 80, mas bem finaleira mesmo, minha infância toda transcorreu nos anos 90. Afinal, em 90 eu tinha 2 anos e em 99 eu já tinha 12. Ah, não sei, deve ser isso. Mas não é disso que vamos falar hoje. Vamos falar das piores coisas que os anos 90 nos trouxeram. Ainda bem que todas elas nasceram e morreram lá, por que, deus me livre!




Rodolfo e E.T.:
Domingo na casa da avó, todo mundo já comeu até quase infartar, eu já tinha me enchido de doces até quase saírem pelas orelhas e brincado de colocar fogo na casa, meu pai roncava num quarto qualquer. Minha avó assistia Domingo Legal. Só deus sabe porque velho adora aquilo. E pode ver, só velho assiste o Domingo Legal. Esses seres (os da foto acima, não os velhos) assombravam o domingo de qualquer criança mentalmente sã. Por que é impossível alguém que, pelo menos uma vez na vida não tenha sentido medo do E.T. Ou tinha medo de ser acordado com uma buzina, talvez.




Sandálias da Xuxa: Aquelas sandálias de plástico eram horrorosas, davam um chulé desgraçado, machucavam os pés. Mas toda menina tinha, nem que fosse um modelinho, mas era indispensável. Lógico que todo mundo só queria comprar por causa do brinde: um relógio rosa, um diário... sempre tinha algum brinde que fazia valer o preço daquela bosta. Eu tive uma que tinha o salto cheio de letrinhas, em menos de uma semana o salto furou ou sei lá o quê e todas as letrinhas caíam quando eu andava. Eu achava maneiro porque fazia um trilho por onde eu andava. Minha mãe não achava maneiro.



Balas Soft: A bala Soft é uma das remanescentes dos anos 90. Dizem as más línguas que ela já matou mais que Hitler e que ainda hoje segue causando destruição em crianças desavisadas. Foi responsável por grandes afogamentos da minha infância e as três pontes de safena que a minha mãe tem. Diz a lenda que a bruxa má teria obtido êxito com a Branca de Neve se oferece uma bala dessas ao invés de uma maçã. Mas aí eu te pergunto: quem, queeeeeeeeem, achou que pudesse ser legal criar uma bala que tem o tamando EXATO da garganta de uma criança? Casal Nardoni Comércio de Balas e Doces?




Fofão: Eu simplesmente não consigo achar palavras pra colocar aqui sobre o Fofão. Olhar pra imagem à esquerda me dá medo e minhas mãos estão suando frio. Tou tremendo. Imagino que ele seja uma espécie de boneco de plástico que alguém torturou, derretendo a cara dele com o ferro de passar. E ele voltou pra se vingar. Tipo o Chuck. E eu nunca duvidei da história da faca que diziam que vinha dentro dele. Eu não assistia o programa dele, por que tinha medo. Meu primo descobriu isso e passou a me assombrar com o disco do Fofão, correndo com ele na mão atrás de mim pela casa, enquanto eu gritava, mas gritava até ficar roxa. Quer ser meu inimigo? Me odeia e não sabe como dizer? Me dá um boneco do Fofão.



Papel de Carta: Todas as meninas da escola colecionam seus preciosos papéis de carta em pastas floridas. Algumas, gabavam-se em dizer que sua coleção começou na época da mamãe. Não, eu não colecionava papéis de carta e a única coisa que herdei da minha mãe era um monte de Fofoletes que eu fiz questão de destruir. Eu até tinha uns papéis desses, mas como eu não era das meninas maaaais cuidadosas desse mundo, vivam amassados e ninguém queria trocar comigo. Afinal, isso aí não servia pra porra nenhum. Vou repetir, PORRA NENHUMA. E desde pequena eu me questionava: se é papel de CARTA, porque ninguém escreve CARTAS com eles? Grandes perguntas sem resposta da humanidade.




Não vou terminar esse post. Fui destuir Fofoletes remanescentes.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Calma, não é sobre a páscoa

Coisa linda de deus! Todo mundo falando de páscoa, união, família. Sejamos honestos: tá todo mundo se fodendo pra isso. O que importa mesmo é o feriadão e os chocolates. Vai, admite, não precisa mentir pra mim. Eu mesma tou enrolando pra ir visitar meus pais, mas tou tri faceira de ter ganho altos bombons da minha chefe.

Noite passada foi a noite da hora extra. Sério, vou parar de pagar INSS e Previdência Privada. Duvido que eu passe dos trinta, quem dirá, viver o suficiente pra me aposentar. Não, não é drama, é a realidade. Meu fígado virou patê e ninguém vai querer fazer um foie gras com ele, afinal, o fígado dos gansos não está tão debilitado quanto o meu. Exemplo: pra aguentar o tranco até às 4h da manhã, consumimos (3 pessoas): 2L de Coca-Cola, 1L de energético, 2 latinha de cerveja, 1L de café e uma pizza grande, cujo motoboy é um grosso (vou mandar esse link, despretenciosamente para o pessoal da Pizza Express). Além da dor de estômago infernal que me acomete nesse exato momento, tou sentindo umas fisgadas muito sinistras no lado esquerdo da cabeça. Isso é bom, pois: talvez seja a prova de que eu tenha cérebro. Mas é ruim, pois supomos que alguma coisa preencha meu crânio, se está doendo, já tá pedindo arrego. Nunca podemos esquecer de cogitar que essa dor seja um mero traumatismo craniano, mas prefiro acreditar na teoria do cérebro pifando, mesmo.

Mas esse não é o tema. O tema é 'coisas que me irritam profundamente'. Como profissional que sou, passo o dia fuçando em sites de notícias e juro que o orkut se enquadra nesse quesito. Nessas buscas, descobri que odeio cientistas escrotos e japoneses desocupados. Exemplo:

Pintinhos de cinco dias sabem contar: a minha primeira reação foi soltar, em alto e bom som: 'E daí?' Eu também sei! Como diz a minha amiga Ana Carolina: 'quando eles aprenderem a tabuada, volta e me conta'.

Dinossauros andavam em bandos adolescentes: Novamente: E daí? Meu, não tem nada que ficar fuçando nos dinossauros, não. Deixa o dinossauro lá, curtindo a vibe do fóssil, tá lá quietinho, não faz mal a ninguém. Para de mexer no dinossauro e vai procurar a cura do câncer, filho da puta!

Fulano acha a lista de Schindler: Só uma pergunta: tinha alguém procurando? Se eu quiser saber sobre a Lista de Schindler, pago 2,50 na locadora e alugo, caramba! Aí o cara acha um monte de papel, numa língua que ele não conhece, provavelmente não vai entender a letra e... e eu com isso?

Mas eu me irrito quando penso: quanto dinheiro foi investido nessas merdas?

Agora, a categoria ilustre dos japoneses idiotas.
Japonês tem que ser nerd mesmo. E eu tenho que bater palma pros nerds japoneses que criam coisas divertidas, interessantes. Afinal, eles poderiam estar colando fita adesiva no gato de estimação e fazendo todo o resto de japoneses ociosos rirem disso! Cara, colar fita adesiva no gato, não, né! Confesso que achei babaca pra cacete, mas na segunda vez que eu vi, tava rindo. Mas, sejamos francos: isso não deveria ser motivo de atração de tv. No máximo, aquele vídeo que tu faz com o celular e joga no youtube. Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=BKeeGOOQfyk

O próximo comentário é sobre uma reporter, ja-po-ne-sa, que cai 5 andares porque teve a brilhante ideia de sair pela janela de um prédio colada em, acredito, fita adesiva. Será que ninguém, NINGUÉM disse pra ela: 'olha, acho que é uma ideia meeeio idiota, eu acho que não vai dar certo...'. Não, ninguém disse. Óbvio que não deu certo e que ela se estabacou no chão. Curte só: http://www.youtube.com/watch?v=BKeeGOOQfyk

Agora eu penso: POR QUE ESSA TARA POR FITA ADESIVA?

Tou vendo o dia que a gente vai clicar na editoria do Planeta Bizarro, no G1, e iremos parar no site do Terra, que faz dessas coisas, sua chamada de capa. Talvez seja por que sempre tem alguém idiota o suficiente pra ler. Tipo eu.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Indignação Inútil

Dias desses, jogada no sofá da casa da minha mãe, curtindo o ócio nada criativo de um sábado a tarde, me deparo com uma coisa que me intrigou num primeiro momento: num 'jornal' da MTV, ninguém mais, ninguém menos que Mayra Dias Gomes aparece para falar de literatura. Prestei atenção pelos seguintes motivos:

1) Ou eu via aquilo ou a novela das 19h da Globo;
2) Poxa, era a Mayra Dias Gomes, filha do Dias Gomes, devia ter alguma coisa pra acrescentar;
3) Ela começou a falar do livro que inspirou o filme 'Medo e Delírio em Las Vegas', que, na minha humilde opinião, é um dos mais geniais com o Benício Del Toro e o Johnny Depp;

Nas primeiras três frases que ela soltou eu vi que a guria é fake, afinal, qualquer um pode digitar o nome do livro no Google, ler a resenha e comentar. Ponto. Foi isso que ela fez. Juro que se ela não tivesse uma tatuagem do Jack Skellington no braço direito pra prender minha atenção, eu teria colocado na novela das 19h da Globo.

Sabe, ela escreveu um livro há uns tempos atrás, 'Fugalaça', que, como eu sou muito legal, vou comentar para que você não faça a ca-ga-da de lê-lo.

Vamos lá: 'Fugalaça' vem de uma geração de meninas ricas e entediadas que compram, fofocam e transam. Tudo começou com 'Hell Paris 75016', da escritora rica e entediada Lolita Pille. O livro foi best seller, mas até aí dá pra entender, pois ele choca a sociedade francesa quando diz o que seus jovens ricos e entediados realmente fazem quando deveriam estar estudando.

Na mesma época, saiu o livro da italiana Melissa Panarello, '100 escovadas antes de ir para a cama', que fala da mesma coisa, só que se passa na Itália. A menina rica e entediada, se mete em altas confusões com uma turminha do barulho e apronta pra cachorro. E sempre dá pra toda a turminha do barulho. Foi best seller e virou filme.

Ainda em 2003, tivemos 'Aos Treze', com roteiro escrito por uma menina de 13 e narra a adolescência conturbadinha ao lado da amiguinha. Na minha opinião, a coisa mais transguessora que elas fizeram foi colocar um piercing na língua e pagar o cara com o corpo. Eu também tenho piercing na língua e nem por isso fiz um filme. Que fique claro que eu não paguei com o corpo.

Por fim, temos 'Fugalaça', onde Mayra Dias Gomes tem a mesma história contada nos outros livros que já lemos, o mesmo estilo de escrita batido, as mesmas confusões adolescentes que estamos cansados. Mas, aposto que assim como eu, várias pessoas pensaram: 'É a filha do Dias Gomes, deve ter algo a acrescentar', e viram que a melhor coisa a respeito dela é a tatuagem do Jack Skellington no braço direito.



Moral da história: se você for uma menina rica, entediada e tem quem publique suas peripércias sexuais, escreva um livro. Se seu sobrenome for o mesmo de um (bom) escritor famoso, melhor ainda.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Como sobreviver ao carnaval

Carnaval, bebida, festa... ah, o carnaval. Bom, sejamos honestos: carnaval, assim como Natal e Ano Novo, não é uma boa data pra morrer. Além de acabar com a sua festa, vai acabar com a festa de mais um monte de gente.

Pra quem vai passar na cidade, já não é tão perigoso, afinal, bombeiros estarão lá para qualquer eventualidade. Às vezes, eles demoram um pouco e eu sei do que estou falando, porque uma vez desmaiei no meio da rua e eles não chegaram tão rápido. O disk-pizza teria sido mais eficiente. Mas enfim, se os bombeiros não chegarem prontamente, vai ter um monte de gente lá pra te socorrer. Isso é fato.

Como eu não vou passar o carnaval na cidade, mas sim, isolada do mundo com um bando de loucos num lugar onde não se pega celular, achei melhor elaborar um manual de sobrevivência ao carnaval. Como eu não tenho planos de comprar um desfibrilador, gostaria que todos lessem com muita atenção.

1) Bebida e água não combinam – tem quem diga que quando se bebe, a gente fica rico e mais uma vez eu sou prova viva disso, já que consegui pagar cerveja prum monte de gente, muitas que eu nunca tinha visto na vida, numa quinta-feira. Deixei todo mundo bêbado e meu bolso vazio. Mas sempre tem aquele que fica corajoso: ‘Ah, foda-se se eu não sei nadar!’

2) Bebida e trilhas no mato não combinam – trilhas normalmente não são legais. Sei lá, elas são perigosas e existem animais selvagens lá. Você pode escorregar, bater com a cabeça e morrer. Ou sofrer um ataque de aranhas selvagens e sedentas por sangue.

3) Bebida e remédios não combinam – mais uma vez, experiência própria. Se você quer ficar realmente muito bêbado, tome um antiepilético e uma caipirinha. Você vai acordar com hematomas que você não sabe de onde veio e vai achar que rolou de uma escada quando, na verdade, estava brincando de pinball com seu próprio corpo.

4) Bebida e desconhecidos não combinam – já ouviu falar no ‘boa noite Cinderela’? Então, acho que não preciso falar mais nada. Se você nunca ouviu falar, procura no Google que eu tou com preguiça de explicar.

5) Bebida e cochilos não combinam – Ta com vontade de vomitar? Sente que bebeu demais? Vomite, põe pra fora. Deitar, nesse caso, só vai piorar as coisas. Além de ser perigoso, porque você pode vomitar dormindo e morrer afogado no seu próprio vômito. É perigoso e nojento, diga-se de passagem. Crianças de até 6 meses morrem afogadas no vômito e ninguém vai lembrar de colocar um travesseiro nas suas costas para você dormir de lado. Afinal, você não é mais uma criança de 6 meses.

6) Drogas e qualquer coisa não combinam – quer pirar? Ficar louco? Faça isso na segurança do seu lar. Não invente de tomar ácido no carnaval. Eu sei de histórias bem bizarras envolvendo ácido, bala, maconha. Você, com certeza, não quer acordar com 7 desconhecidos do seu lado, quer? Ah, isso não foi experiência própria.

Como podemos ver, bebidas e drogas não são legais quando não usadas com moderação. No caso das drogas, nem com moderação elas são seguras.

Pronto, temos um manual simples de sobrevivência ao carnaval. Dicas simples e bem óbvias que podem salvar a sua vida e o seu carnaval.
Lembre-se: você pode quebrar uma perna, deslocar a clavícula, arrancar uma unha. Não tem problema. Possivelmente, você vai ser chacota da turma até o próximo carnaval, quando acontecer algo pior. Mas morrer não é legal. Curta o carnaval em segurança e tenha uma morte consciente. Pode ser na quaresma, mas datas comemorativas não são legais. Não seja egoísta de acabar com a festa de todo mundo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quando a sua casa vira...

A casa do caralho. Sim, quando se mora sozinha, isso é um risco que se corre. Por dois motivos diferentes entre si.

1) sem sua mãe pra mandar você arrumar o quarto ou lavar a louça, várias vezes, você acaba, simplesmente, não fazendo. Mas, pela ordem natural das coisas, tudo acumula. A louça acumula. Seu quarto vira um recanto de qualquer coisa que não se encontra palavras pra mencionar. Sem sua mãe pra mandar você comer na cozinha, você acaba comendo lá mesmo. E pela ordem natural das coisas, as formigas descobrem os farelos das porcarias que você come e quando se dá conta, elas já têm um processo judicial reclamando a posse do lugar.

Mais uma vez, sem sua mãe mandando você recolher suas roupas que você espalha no banheiro, na sala e na cozinha, elas acabam ficando por lá mesmo. E, mais uma vez, pela ordem natural das coisas, quando você se dá conta, já não tem uma mísera camiseta limpa pra usar.

Então, sua casa vira a casa do caralho porque ‘caralho’ é a única coisa que você consegue dizer quando abre a porta.

2) sem sua mãe para te mandar dormir cedo, você simplesmente, não vai. Como você já mora sozinho e tem noção das suas responsabilidades, deveria ir por mera consciência de que dormir 8h por dia é saudável e você trabalha logo pela manhã. Mas não. A internet é mais forte, o filme do Intercine é mais legal. E ainda bem que inventaram o termo ‘insônia’, assim sua irresponsabilidade ganha nome de doença psiquiátrica e tudo fica resolvido.

Só que seus amigos descobrem tudo isso e sua casa acaba virando recanto de psicóticos, drogados e de gente que não tem mais nada o que fazer da vida mesmo. Quer dizer, eu não sei se as pessoas que freqüentam minha casa são drogadas, mas certamente são psicóticas e não têm mais o que fazer.

Sem sua mãe para controlar sua alimentação e com seus amigos freqüentando sua casa diariamente, a ordem natural das coisas é que na sua geladeira tenha apenas latinhas de cerveja e sachês de maionese e catchup que vêm junto com o cachorro-quente, que, quando se mora sozinho, é a base de uma alimentação saudável.

Você engorda, bebe e não dorme, e a ordem natural das coisas sugere que você fique cada vez mais feio e acabado, o que faz você olhar no espelho e ‘caralho’ ser a única coisa que surge na sua cabeça.





*Dica: more sozinho só quando puder pagar uma empregada e ter juízo suficiente para dizer não às armadilhas de satanás.