Como eu ando passando tempo considerável na frente do computador escrevendo sobre linguagem publicitária, segmentação de mercado e história da propaganda, notei que meu cérebro estava inchando o suficiente para ficar preocupada. Para aliviar a tensão, resolvi dar uma passada por aqui, tirar as teias de aranha, espanar a poeira e recuperar o terreno que vários seres inimagináveis haviam tomado para si.
Este post não tem pé, muito menos cabeça, sendo que esta, está no arquivo minimizado intitulado "Capítulo 1". Pelo menos esta tela não me faz ter crises de choro. Pois então galera, eu estou me formando! Quem diria, heim? Aquela guriazinha que largou a faculdade de direito para fazer Publicidade (até então, incentivada pela mãe que não se cansava de dizer: "Quanta criatividade jogada fora, minha filha, você deveria fazer Publicidade e Propaganda e tentar ganhar dinheiro com isso". É, praga de mãe sempre pega!), que gostava de fotografia e não tinha ideia do que um publicitário realmente fazia, ia conseguir chegar ao final.
Quatro anos de faculdade se passaram, desisti da fotografia, me apaixonei por redação, fiz bons trabalhos, me dei mal em outros. E agora, tudo termina dia 28. É difícil terminar a faculdade, sabia? Eu achava que nunca ia sentir falta daquelas aulas intermináveis de Teoria da Comunicação, das reuniões de brainstorm que quase acabavam em pancadaria. Mas, quatro anos se passaram e cá estou eu: encerrando a monografia, concluindo os projetos e rebolando pra dar conta das matérias. E já sentindo saudades.
Saudades de pensar que tudo era de brincadeira, podíamos fazer anúncios sacanas e nos darmos bem com isso, das vezes que um anúncio feito em 10 minutos virava contracapa do jornal do curso. Agora, parece que a vida real está batendo a porta, já não existe mais aquela desculpa de "quando eu me formar eu penso". Agora vem os preparativos da formatura, aguentar o namorado resmungando que não vai ser ele quem vai dançar a valsa comigo, o pai resmungando que não sabe dançar valsa, convites, vestido, decoração da recepção. Mas, junto com isso, vem uma série de inseguranças e preocupações. A proposta de trabalho em outro estado, decidir entre pós-gradução, mestrado ou outro curso, elevar o namoro a um outro patamar e saber que agora não existem mais desculpas. Tem que encarar.
Acredite, passa rápido. Parece que foi ontem que vi meu nome entre os aprovados para o curso de direito e tinha certeza de que aquilo era o que eu queria para o resto da minha vida. E eu só tinha 16 anos. Larguei tudo, me encontrei e me decepcionei com a nova escolha daquilo que eu queria ser quando crescer. As inseguranças dos 16 anos passaram a ser outras, as certezas também. E eu só tenho 22 anos.
Mas, e quem disse que não vai ser sempre assim?
Tem que encarar.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Gato dramático que se boicota

Até hoje de manhã eu era um gato dramático que se boicotava. Eu me jogava de barriga pra cima, resmungava e pedia ajuda aos deuses. Isso não é bom e dá dor nas costas.
Hoje, eu vi que a única responsável por tanta incomodação da minha vida sou eu. Eu me boicoto o tempo todo. Eu procuro motivos para deixar de fazer coisas que poderiam me deixar feliz.
Ontem mesmo eu terminei meu namoro por não saber se ele passaria ou não no vestibular. Sendo que quem vai fazer o vestibular é ele e é só em dezembro. Porque me estressar com isso agora? Pra que ficar me perguntando o que vai ser de mim, da carreira, dos estudos, no ano que vem? Ué, ano que vem eu vou saber!
Enfim, hoje eu decidi parar de me boicotar, afinal de contas, tenho só 21 anos, caramba! Tenho mais mesmo é que dirigir bêbada, fazer sexo sem proteção com desconhecidos, assaltar uma igreja (ops!, o Edir Macedo já fez isso), espancar um velhinho na rua... coisas que todo jovem normal e saudável deve fazer.
Tá, desconsidera esses itens. Não vou fazer nada disso. Só vou parar de me boicotar mesmo.
Para encerrar este lindo post de hoje, publico aqui a linda ode à monografia escrita por Michele Ayres:
Ode ao que se fode
Eu queria começar
Voce sabe o que
Mas não vejo razão
nem motivo, nem por que
Toda noite eu penso
Naquilo que não se deve dizer
Choro, pego um lenço
O que eu posso fazer?
Ode ao que se fode
Monografia filha da puta
Não me enche o saco
Vai pra puta que pariu.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Até dezembro, dois filmes serão o tema deste semestre: 'Onde os Fracos não tem vez' e 'Mulheres à beira de um ataque de nervos'. Depois de 3 anos empurrando a faculdade com a barriga... ops! Quer dizer, não me esforçando taaaaanto quanto o sublime curso de Publicidade e Propaganda exige que eu me esforce, tá na hora de meter a cara nos livros e chorar em posição fetal no canto do quarto toda vez que pensar na apresentação da monografia.
É um semestre que não posso nem pensar em ler livros cujo título não contenha as palavras 'propaganda', 'marketing', 'comunicação', 'manipulação de mentes', 'estratégias', não vou mais poder perder os finais de semana vendo filmes e computador vai ser somente o necessário. A primeira grande mudança do semestre é pagar a pendência que eu tenho na biblioteca, afinal, agora seremos amigas íntimas. Minha alimentação não vai mudar muito. A base vai continuar sendo pizza congelada, miojo e coca-cola, só que agora, com energético. Sextas, antes regadas a música, vinho e baboseiras, agora serão preenchidas por livros, dois notebooks, coisas-que-me-mantenham-acordada e duas mulheres completamente loucas escrevendo de forma compulsiva. Sinceramente, eu espero que escrevamos de forma compulsiva.
É, começou o semestre do pesadelo. Juro que segunda-feira pela manhã, ouvi a voz do John, dos Jogos Mortais, dizendo 'e que o semestre comece', ao invés da música tema das Meninas Super Poderosas, que é meu alarme do despertador.
Victor ainda está aqui em casa e isso ainda dá um ar de férias pro apartamento zero-quatro. Como ele ainda está aqui, fico adiando a hora de cair de boca nos livros sob o pretexto de 'aah, tem que dar atenção pro namorado'. Não quero que ele vá embora nunca!
Agora eu tenho, finalmente, uma desculp plausível pra não atualizar mais esse blog! E viva a monografia!!! E Teoria da Comunicação, Planejamento de Campanha, Mídia, Planejamento em Comunicação...
É um semestre que não posso nem pensar em ler livros cujo título não contenha as palavras 'propaganda', 'marketing', 'comunicação', 'manipulação de mentes', 'estratégias', não vou mais poder perder os finais de semana vendo filmes e computador vai ser somente o necessário. A primeira grande mudança do semestre é pagar a pendência que eu tenho na biblioteca, afinal, agora seremos amigas íntimas. Minha alimentação não vai mudar muito. A base vai continuar sendo pizza congelada, miojo e coca-cola, só que agora, com energético. Sextas, antes regadas a música, vinho e baboseiras, agora serão preenchidas por livros, dois notebooks, coisas-que-me-mantenham-acordada e duas mulheres completamente loucas escrevendo de forma compulsiva. Sinceramente, eu espero que escrevamos de forma compulsiva.
É, começou o semestre do pesadelo. Juro que segunda-feira pela manhã, ouvi a voz do John, dos Jogos Mortais, dizendo 'e que o semestre comece', ao invés da música tema das Meninas Super Poderosas, que é meu alarme do despertador.
Victor ainda está aqui em casa e isso ainda dá um ar de férias pro apartamento zero-quatro. Como ele ainda está aqui, fico adiando a hora de cair de boca nos livros sob o pretexto de 'aah, tem que dar atenção pro namorado'. Não quero que ele vá embora nunca!
Agora eu tenho, finalmente, uma desculp plausível pra não atualizar mais esse blog! E viva a monografia!!! E Teoria da Comunicação, Planejamento de Campanha, Mídia, Planejamento em Comunicação...
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