sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Item máximo na escala de irritabilidade


Uma vez, uma amiga me disse que era mais fácil elencar as coisas que eu gostava que as que eu não suportava. E é verdade. Existem coisas que eu não suporto, mas entre esses milhões desagradáveis de coisas algumas se destacam. Japoneses, por exemplo. Argentinos. Comunistas. Bom, não vamos entrar nos méritos de irritabilidade de cada um. Mas acho que a coisa mais desagradável, na minha opinião, é me subestimar por causa da idade.
Odeio quando dizem: “você não sabe nada” ou “você não passou por metade do que eu passei”. Ok, tenho apenas 21 anos, mas isso não faz das minha experiências menos importantes que as suas. Logicamente, respeito a opinião de quem eu sei que mais bagagem que eu e pode me ensinar alguma coisa. Mas aí entra a questão principal: o respeito.
Dentre meus milhões de defeitos, que também acho que não devemos entrar no mérito de cada um, caso contrário esse post ficaria enorme, tenho que admitir uma qualidade minha: eu sei respeitar a opinião alheia. Eu tenho um ponto de vista, você tem outro. Eu vou expor o meu, você o seu. Só não tente me convencer que o que eu penso é errado, não faça isso. Não tente me dizer que eu não sei nada da vida, que eu não entendo de música ou de literatura, ou disso ou daquilo. Posso saber menos, mas vou tentar aprender mais. Não venha me dizer que o que eu leio é lixo, porque eu não vou falar isso dos seus livros. Não venha maldizer minhas músicas, pois eu não farei isso das suas. Não tente dizer que minhas opiniões ou convicções são coisas de menina, que eu não sei nada de nada. Não julgue pelo fato de eu ter a faculdade paga pelo pai ou até mesmo por ter um pai. Cada um é cada um. As coisas que eu passei foram importantes pra mim, talvez, pequenas pra você. Mas não tente dizer que não foram relevantes. Pra mim foram. Pra você não. É aí que entra o respeito.
Pois é, dentre as coisas que eu odeio mais que japoneses, mais que argentinos e mais ainda que comunistas estão os donos da verdade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Se me ama, me dá um livro

Ontem foi aniversário da Giselle, mídia aqui da agência. Cheguei lá, depois de uma prova (coincidentemente) de mídia, encontrei as pessoas se divertindo no Guitar Hero, bebendo, conversando. Era uma festa pequenininha, fofinha, pras pessoas mais chegadas... tava tudo tão legal até eu me lembrar de algo: eu nunca tive festa de aniversário. Consequentemente, nunca ganhei presente de aniversário.
Como eu faço aniversário dia 29/12, imagine só meu drama: quando criança, ou fazia a festinha no começo de dezembro quando ninguém tinha ido à praia ainda, ou fazia na praia, só com a família. Exemplo:

















"Querido diário, estes sãoMamãe, Papai bêbado, eu e meu
Tio bêbado na minha festinha. Foi muito divertido." NOT



Portanto, esse ano eu resolvi fazer diferente. Não quero festa, não. Como eu não sou trouxa, nem nada, quero só a parte boa: o presente. Eu podia pedir roupas, acessórios, DVD's bacanudos, ou, sei lá, um crocs! Não, eu não faria isso comigo mesma. Portanto, caros amigos, tudo que eu peço a vocês, é uma coisa que não se nega a uma pequena criança prestes a completar 22 anos. Um livro. Eu amo livros. Tenho tara por livros. Eu gosto mais de ter livros que ler livros! Tá, mentira. Eu sou tão legal, mas tão legal, que vou fazer aqui uma listinha dos livros que me fariam felizes.

  • Como fazer inimigos e alienar pessoas, que você encontra à venda aqui. 
  • Os homens que não amavam as mulheres, que está aqui. 
  • A menina que brincava com fogo, que é este aqui 
  • A rainha do castelo de ar, último da trilogia Millenium e é este aqui; 
  • O bobo da rainha, que está aqui! 
  • Cem melhores crônicas, que, na verdade, são 129.
  • O triste fim do pequeno menino ostra, que está aquiii!

Você pode me ajudar a superar um trauma. Conto com a sua doação!




(Você pode achar estes livros também neste sebo virtual)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quer ser meu amigo?

Ok, vou analisar o seu caso.
Mas nunca, jamais, tente tomar decisões por mim.
Querer saber meus motivos.
Manipular minhas vontades ou me subestimar.
Nunca, nunca mesmo, tente pensar por mim.
Não me peça explicações, satisfações ou questione o que eu decidi.
Me aceite como eu sou e nunca reclame do meu mau humor.
Quem sabe assim, poderemos tomar um Martini.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Destilando mau humor

Sejamos honestos: o fato de eu estar destilando mau humor não é atípico nem digno de nota. Mas hoje está especial. E eu vou dizer o motivo.

Acordei, dormi de novo, o despertador tocou de novo, quis ignorá-lo com todas as minhas forças, mas ele me venceu pelo cansaço. Xinguei a vida, levantei, me arrumei e cheguei na porta do prédio. O que me esperava lá fora? Um enorme, radiante, incrivelmente quente e insuportável SOL. Não, não era possível. Por que comigo, meu deus? Não entendo quem ama o verão. Sério, não consigo compreender. Vamos analisar os fatos?

1) No verão, tem SOL.

2) Se tem sol, tem CALOR.

3) Se tem calor, tem SUOR.

4) Se tem suor, tem gente MELEQUENTA.

Não vou entrar no mérito das praias. Não, não vou. Só uma pincelada, talvez: praia, calor, suor, areia mijada, criança infernais correndo, crianças infernais fazendo castelinhos de areia à beira mar, água suja, fria, gordos escrotos que te comem com os olhos, gordas escrotas que te matam com os olhos. Piriguetes, muitas piriguetes. Eu acho praia um show de horrores.

Eu acho que se deus existe, ele até foi justo numa coisa: encaixar o verão com todas as festas mais insuportáveis do planeta. Já pensou em passar pelo verão e quando você está novamente sorrindo por sentir frio, tem carnaval, natal, ano novo? Não, seria maldade demais com a raça humana. Além de eu ter que passar pelo verão, com seu calor insuportável, natal em família, ouvindo Simone cantando "então é natal, o que você fez, mimimi", ano novo em família NA PRAIA e o carnaval em família na praia com gordos escrotos que te comem com os olhos elevados à décima potência, no meio disso tudo tem o meu aniversário.

Eu acho que usei a mesma lógica que deus usou ao encaixar as festas com o verão. Se é pra ser, que seja agora. Nasce no meio da muvuca, acaba com essa palhaçada de uma vez. Tá certo, nunca tive festa de aniversário com os amiguinhos e ganho um presente só de natal e aniversário, mas eu ACABO COM A PALHAÇADA TODA DE UMA VEZ. Já dizia o poeta: "Cada escolha, uma renúncia e essa é a vida"

Quando eu penso no verão, sinto arrepios. É sério. Meu inferno astral começa em novembro, junto com o horário de verão e só termina em abril, quando a TV para de reprisar os melhores momentos de todos os programas que existem na grade.

Inferno.



(post dedicado à minha amiga Michele, que também nutre todos esses sentimentos)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De uma vez por todas

Sim, eu estive relutante em falar a respeito do final de tudo. Não sei porquê. Talvez achasse que seria precipitado, ou achasse que tem volta, enfim. Hoje talvez seja o momento.

Pessoas entram na sua vida. E acho que com a mesma facilidade que entram, podem sair. Não se deve dramatizar isso, é apenas a ordem natural das coisas. Já chorei muito por pessoas, amigos, ex-namorados, mas vejo que hoje, por mais que doa, não se deve ficar endeusando a dor. Planos desfeitos, sonhos que não vão mais se realizar (pelo menos não com aquela pessoa ao lado), juras de amor eterno que só foram eternas enquanto duraram... isso é normal. Toda pessoa apaixonada faz isso.

Não sei nem vou tentar definir o que é amar. Só tenho uma opinião, talhada em pedra, a respeito de relacionamentos: quando o stress e as brigas começam a sobressair mais que o prazer de estar na companhia do outro, é hora de rever tudo. Pra que ficar com alguém que você briga, discute? Não tem lógica. Pra que segurar uma relação que já teve seu prazo de validade expirado? Não faz sentido. Comodismo? Talvez. Medo da solidão? Pode ser.

Nunca tive problemas em estar solteira, tanto porque me dou muito bem comigo mesma. Não preciso de alguém pra ser feliz. Esse alguém pode ser parte da minha felicidade, mas não ela toda. Ah!, outra coisa: não dou murro em ponta de faca. Não adianta você querer e ouvir promessas: a pessoa não vai mudar. Se não mudou por ela mesma, não seja prepotente de achar que mudará por você. As pessoas podem se moldar, mas mudar, nunca.

Quem sabe, meu pai esteja certo: vou morrer solteira. Honestamente, não me importo, nunca fez o meu estilo querer casar, ter filhos e cuidar de casa. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: posso até continuar solteira por algum tempo, mas pelo menos, nunca vou me perder de mim. Sei o que quero, o que gosto e onde quero chegar. Quer me acompanhar? Ok. Mas caminhe do meu lado, nunca atrás de mim.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Faça, mas faça de coração.

Tem gente que diz que eu pareço ser grossa, ríspida e que durante meu parto, junto com a placenta, foi-se embora o filtro que fica entre o cérebro e a boca. Isso é verdade. Sempre achei que a sinceridade é a melhor saída. Vide alguns exemplos:

Amiga:
Minha maquiagem tá boa?
Eu: Não, tá parecendo o Bozo.

Pessoa na rua: Oi, lembra de mim?
Eu: Não.

Mas não é disso que eu quero falar. Quero falar que mesmo sendo uma pessoa que não tem muito senso de politicagem, eu tenho um bom coração. Sério. Tenho mesmo. Meu coração é tão bom que, às vezes, sou boba.

Uma vez eu tentava evitar isso, mas não dá, eu sou uma fofolete. Tá, não sejamos tão drásticos. O que eu quero dizer é que eu normalmente não me importo com as pessoas, mas os poucos amigos que eu tenho, que acho serem merecedores da minha amizade, conseguem tudo de mim. Menos dinheiro, claro. Eu faço de tudo pra ajudar, me desdobro em duas pra fazer o que me pedem, estendo a mão e abro a porta da minha casa.

Mas, nem sempre as pessoas são legais com você. Nem sempre correpondem às expectativas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca. Sabe o segredo que a Michele me ensinou e eu aprendi e sigo à risca? Quando a gente faz algo de coração, não espera retorno. E isso é a mais pura e simples verdade. Comecei a não esperar consideração, respeito, muito menos lealdade das pessoas. Tudo fica mais fácil quando se pensa assim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

De volta. Ou não.

Olá, anjinhos, como vocês estão? Andaram pegando no meu pé porque andei abandonando o blog. Como se fosse só sentar, ligar o computador e escrever!
Como eu não tenho (absolutamente) nada de relevante pra postar, falarei imbecilidades (nossa, que novidade!):

- acho que tenho dislexia. De uma forma moderada, mas tenho. Hoje mesmo, fui escrever a palavra "osteoporose" e consegui escrever "osteropose" 7 vezes. Além de estar comendo sílabas de forma nunca vista antes. Eu deveria postar sem revisar, para vocês terem ideia da gravidade da coisa.

- estou começando a considerar a ideia de que eu sou um gênio. Ou sou muito susceptível à possessões. Só assim eu consigo explicar o fato de me sair bem nas provas sem estudar ou comparecer às aulas.

- além de gênio ou possuída, tenho o corpo fechado. Ninguém que leva a vida que eu levo (bebe, fuma, come porcaria, não faz atividade física e é ranzinza), consegue ter uma saúde impecável como a minha. Galera que apostou que eu infartava antes dos 30, mals aí, i will survive.

- além de gênio ou possuída e descendente do Highlander, ando tão calma que eu não pareço eu. Ok, vai ter gente que vai discordar, dizendo que meu humor anda tão ácido que parece que eu durmo com o Hugh Laurie, mas ninguém pode negar que a Pollyanna está fazendo de mim uma pessoa melhor.

- ando pensando em anomalias, ultimamente. Ao perguntar para minha mãe se ela criaria um filho deformado, ela me diz que cria eu e meu irmão, portanto, uma aberração a mais, uma aberração a menos, tudo bem. Acho que ela deveria começar a considerar o fato de que, em alguns anos, ela vai estar fraca e debilitada e será submetida às minhas vontades e escolha de asilo.

- não tenho muitos talentos. Mas sei fazer ôla com a barriga e língua de canoinha (sabia que existe um gene só pra determinar isso? Me poupe, Darwin!). Só que o Guilherme, aqui da agência, também faz ôla com a barriga, sendo que ele consegue tremer ela de forma semelhante à Carla Perez quando fazia 'tchan, tchan, tchan, tchan, tchan'. Preciso me aprimorar, não posso ficar estagnada. Vou filmar a barriga dele qualquer dia desses pra provar como é legal e invejável tremer a barriga daquele jeito.

- preciso terminar de começar minha monografia. Alguém aí poderia me ajudar a escrever sobre "A publicidade voltada ao homossexual na mídia impressa", né? Um pacote de balas 7 Belo pra quem se habilitar.

Viram como minha vida é chata, sem graça e desprovida de adrenalina e/ou serotonina? Não sei quando vou conseguir postar normalmente (!?) outra vez. Um beijo de esquimó pra vocês, anjinhos. Sendo vocês fantasmas ou não. :D

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu não gosto de intelectuais


Adoro gente inteligente, estar cercada de gente que tem opiniões, que sabe dizer do que gosta e do que não gosta, que tem algo a acrescentar. Mas se tem algo nessa vida que eu não suporto é intelectual. Não, não estou falando em gente que tem foto com óculos de aros grossos no Orkut, que usa cachecol xadrez em pleno setembro e bebe um cafezinho expresso comentando o último filme iraniano do momento. Essas pessoas simplesmente são ignoradas por mim.
Intelectuais me irritam profundamente. A diferença do inteligente pro intelectual, é que o inteligente está aberto a novos pontos de vista. O intelectual é dono de verdades absolutas. O inteligente é aquele que lê Paulo Coelho pra poder dizer se gosta ou não. O intelectual diz, com todas as letras, que isso é leitura de gente burra. O inteligente assiste aos filminhos comerciais que infestam as salas de cinema, pois assim e só assim, poderá falar mal. O intelectual diz se é bom ou não pelo diretor ou por um crítico de cinema que não faz sexo há 7 anos.
Não gosto de verdades absolutas, do óbvio, do técnico. Gosto de conhecer, de aprender, mesmo que seja com Paulo Coelho, com Dan Brown ou com Ben Stiller. Tudo é válido, tudo ensina. Gostaria muito que vários intelectuais, donos dos conhecimentos universais e únicos conhecedores do que é arte, tivessem a capacidade de poder mastigar e só aí digerir e formar a sua opinião. Não que o conhecimento que eles tanto se orgulham fosse empurrado goela abaixo como se alimenta um ganso no período de engorda.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Querido diário...

...eu odeio muito ser mulher. É sério. Uma vez, diário, eu perguntei a um travesti porque ele queria ser mulher. Sabe o que ele me respondeu? Diz que o mundo feminino é "fascinante". Só que:
  • eu não acho fascinante ficar menstruada;
  • eu não acho fascinante fazer as unhas com alguém cutucando tua cutícula com um alicate afiado que, normalmente, te machuca;
  • eu não acho fascinante usar salto alto e ficar com os pés e panturrilhas doloridos;
  • eu não acho fascinante exercer a mesma função de um homem, com qualidade semelhante ou até superior e vê-lo ganhar o dobro no quinto dia útil do mês;
  • não acho fascinante ser taxada de vagabunda por ficar bêbada;
  • não acho fascinante trabalhar num ambiente com vários homens, mas por eu ser mulher, ser a responsável por lavar as xícaras
  • não acho fascinante ser chamada de burra quando pego o carro. Sendo que, como eu dirijo bem, sou chamada de caminhoneira.
  • não gosto de ter que dormir de cabelo amarrado com medo de que ele crie vida no meio da noite e peça independência pela manhã;
  • não gosto de papo de mulher;
  • não acho nada legal ter que combinar as roupas;
  • não gosto de me maquiar pra sair;
  • não acho nada legal ter TPM e cólicas;

É, querido diário, eu poderia ficar aqui até amanhã listando coisas que me fazem odiar o fato de ser mulher. Mas tem algo que eu odeio ainda mais que o fato de ser mulher: outras mulheres. Ah!, como mulher é chata. Pouquíssimas as exceções e tenho a sorte de me rodear delas. Porque, desculpa, mas a minha vida NÃO gira em torno da sua 'escova marroquina de chocolate dos alpes suíços' nem da balada de sexta que você sai no tapa com outras pra conseguir. Mulher é chata, mulher é fútil. Graças ao bom deus existem as que fogem do padrão.

Bom, querido diarinho, vou escutar a nova música que baixei. Ela diz, mais ou menos, o seguinte: "Fuck you, fuck very very muuuuuuuch".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hoje é dia de figurinhas!

Eu ando meio sem ter o que falar ultimamente e acordei sem muita vontade de escrever, portanto, vou botar vocês pra verem figurinhas! Olha como eu sou legal, selecionei três seções de fotos e desenhos de artistas diferentes, todos com um mesmo tema: as princesas da Disney.

De uns tempos pra cá, tenho notado a grande fissura que vários artistas e fotógrafos tem mostrado pelas princesas, só que o mais legal: um lado que imaginávamos. Algumas dessas fotos acabam, finalmente, com as nossas percepções das lindas e intocáveis princesas, principalmente, o ensaio feito pela fotógrafa Dina Goldstein. Mas eu vou começar pelo mais bonitinho.

Annie Leibovitz:

A fotógrafa fez um ensaio com várias otários celebridades, vestidas como personagens dos clássicos da Disney. Alguns ficaram meio fora de contexto, mas a direção de arte e o resultado final ficaram ótimos.

David Beckham como Príncipe Phillip, de A Bela Adormecida
Gisele Bündchen como Wendy, de Peter Pan
Jennifer Lopez e Marc Anthony, como Jasmine e Aladdin
Jessica Biel como Pocahontas
Julie Andrews como a Fada Azul
Beyoncé, Alice no País das Maravilhas (ahn?)
Michael Phelps e Julianne Moore, A pequena Sereia
Rachel Wiesz (who?), A Branca de Neve
Roger Federer (oi?), O Rei Artur
Whoopi Goldberg, como o Gênio de Aladdin (gostava quando ele era azul)
Zac Gay Efron e Vanessa Peladona Hudgens, A Bela Adormecida
Scarlett Johansson como Cinderela (filha, vira modelo, porque atriz tá difícil. Fikdik)
Dina Goldstein:
Este é o meu favorito. Ela fez um ensaio intitulado 'Fallen Princesses' onde mostra o que, provavelmente, aconteceu com todas as princesas depois do 'e foram felizes para sempre'. Sempre se baseando nos problemas enfrentados pelas mulheres de hoje, o ensaio é divertido e realista.
Bela, de A Bela e a Fera, com um botoxzinho básico
O príncipe só quer saber de cerveja e fazer filhos.
Rapunzel perdeu os cabelos por causa do monografia câncer
Bela Adormecida hoje enche a cara de Rivotril
Cinderela hoje enche a cara de cachaça mesmo
Jasmine largou Aladdin e virou guerrilheira
James McTeigue:
Com desenhos inspirados nas princesas mas com traços de mangá, ele retrata a versão sombria das personagens. Não sei a data dos desenhos, mas a Branca de Neve é o plano de fundo do meu celular.
Alice no País das Maravilhas
A Pequena Sereia
A Bela e a Fera
A Bela Adormecida
A Branca de Neve
Cinderela
Jane (Tarzan)
Jasmine (Aladdin)
Mulan
Nala (O Rei Leão)
Pocahontas
Então, é isso. Por favor, isso deu trabalho pra fazer portanto, diga que ficou legal, ok?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Gato dramático que se boicota




Até hoje de manhã eu era um gato dramático que se boicotava. Eu me jogava de barriga pra cima, resmungava e pedia ajuda aos deuses. Isso não é bom e dá dor nas costas.

Hoje, eu vi que a única responsável por tanta incomodação da minha vida sou eu. Eu me boicoto o tempo todo. Eu procuro motivos para deixar de fazer coisas que poderiam me deixar feliz.
Ontem mesmo eu terminei meu namoro por não saber se ele passaria ou não no vestibular. Sendo que quem vai fazer o vestibular é ele e é só em dezembro. Porque me estressar com isso agora? Pra que ficar me perguntando o que vai ser de mim, da carreira, dos estudos, no ano que vem? Ué, ano que vem eu vou saber!
Enfim, hoje eu decidi parar de me boicotar, afinal de contas, tenho só 21 anos, caramba! Tenho mais mesmo é que dirigir bêbada, fazer sexo sem proteção com desconhecidos, assaltar uma igreja (ops!, o Edir Macedo já fez isso), espancar um velhinho na rua... coisas que todo jovem normal e saudável deve fazer.
Tá, desconsidera esses itens. Não vou fazer nada disso. Só vou parar de me boicotar mesmo.

Para encerrar este lindo post de hoje, publico aqui a linda ode à monografia escrita por Michele Ayres:

Ode ao que se fode

Eu queria começar
Voce sabe o que
Mas não vejo razão
nem motivo, nem por que

Toda noite eu penso
Naquilo que não se deve dizer
Choro, pego um lenço
O que eu posso fazer?

Ode ao que se fode
Monografia filha da puta
Não me enche o saco
Vai pra puta que pariu.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Monografia, trabalho, namorado, brigas, intrigas, frustração, solidão, apego, saudade, família, amigos, problemas, dinheiro, quarto com goteiras, cachorro doente, dor de cabeça, pré-projeto que nem comecei, faculdade que quero acabar logo, ciúmes, birra, orgulho, futuro, projetos na gaveta, finais de semana jogados no lixo, cinema que não consigo ir, amigos que estão longe, falta de vontade, excesso de vontade, inércia.






PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Consideração

Um vez eu falei aqui sobre lealdade, hoje eu quero falar sobre consideração.
São coisas bem diferentes, lealdade é virtude, consideração é bom-senso. Você ter consideração por uma pessoa não é você amá-la ou coisa assim. É só não esquecer tudo que ela fez por você. É ouvir quando ela quer conversar, assim como ela te ouviu mesmo, talvez, quando não estivesse a fim.

Uma coisa que eu acho impressionante são pessoas que te enxergam como uma orelha, só isso. Quando precisam conversar, precisam de um conselho ou contar uma novidade, coooorrem pra você. Mas essas pessoas esquecem que você não é só ouvidos, também é boca. Também precisa e também quer falar. Também tem opiniões e necessidade de dividi-las.

Talvez por isso, eu tenho escrito mais no blog que procurado algumas pessoas. Aqui, eu falo sozinha mas, pelo menos, não espero retorno. Este blog não precisa ter consideração comigo. E por isso, não espero nada dele. Lealdade, como eu já disse, não se pode cobrar, é uma coisa que a pessoa é ou não é. Consideração, não. Todos deveriam ter, mas a falta de noção de muita gente ainda é mais gritante que a consciência.

Portanto, não esqueça de ninguém que fez por você o que muitos não fariam. Seja emprestar um sapato, uma roupa ou alguns minutos do dia. A partir do momento que alguém cede algo pra você, essa pessoa se priva daquilo que cedeu, mesmo que seja por pouco tempo. O sapato que ela te emprestou, ela não pôde usar naquele determinado dia porque estava com você. Os minutos que ela gastou te ouvindo, não voltam mais. Será que o mínimo que você poderia fazer não seria dizer um ‘obrigada, quando precisar, me chama’? Tente isso. Prometo que não dói nem tira pedaço.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um sonho realizado

Pra quem não sabe, eu sou redatora publicitária, profissão conhecida também como ‘trabalho escravo reconhecido pelo ministério do trabalho’. Redator é aquele cara que não sabe mexer no Corel, não tem noção de Photoshop, não sabe fazer orçamentos e nem tem idéia de que monte de ‘x’ é aquele numa tabela de mídia. O mais perto de planejamento que ele chega, é quando joga War. Aí, ele resolve ser redator e muitas vezes, nem escrever ele sabe.

O redator está para a agência de publicidade assim como o cocô está para o cavalo do bandido. Quando o estagiário está ocupado fazendo alguma coisa, é ele quem busca o café da galera da criação. Por isso, na minha curta trajetória de redatora, estando na terceira agência, eu percebi uma coisa: redatores nunca tem boas cadeiras. Normalmente, a cadeira do diretor de arte é alta, confortável, quase te abraça quando você senta nela. Uma delícia. A do redator, não. Diz a lenda de que em algumas agências, o redator é obrigado a sentar em pequenos tocos de bambu. É o que dizem.

Então, o redator tem dois objetivos na sua carreira: levar Cannes e ter uma cadeira igual a do diretor de arte. Objetivos igualmente esdrúxulos e inalcançáveis. Viramos noites trabalhando, desenvolvemos campanhas legais, nos estressamos, tudo em busca da realização do sonho da cadeira própria. O leão em Cannes é outra história, afinal, ele não depende da boa vontade do seu chefe. Você se esforça, volta pra casa com dores nos ombros, nas costas, descobre que tem artrite, artrose, tendinite, bursite e tudo o mais. Mas está lá, na cadeira que sobrou da última reforma da agência.

Hoje, aconteceu algo que eu não esperava que fosse acontecer antes dos meus 35 anos (de carreira, que fique claro). Eu ganhei uma cadeira igual a do diretor de arte. Sério, fiquei uns 5 minutos observando ela, a cadeira, linda e absoluta. Reparei seu design atraente, passei os dedos por todas as suas curvas, senti a maciez do tecido. Até que eu sentei. Neste momento, as nuvens de abriram e do céu desceram anjos tocando arpas douradas.

Ela é maravilhosa, tem rodinhas, gira, encosto alto, apoio pros braços! Eu poderia morar nessa cadeira. Hoje, eu recebi o maior reconhecimento que um redator publicitário pode querer: uma cadeira. Agora, confortavelmente instalada, criar coisas dignas de um leão em Cannes será fácil. Ou não.

Com vocês, ela, a minha cadeira nova:

Minha vida de casada

Hoje termina meu test-drive de casamento. Meu namorado veio passar as férias comigo e acabou prolongando por uns dias, aí veio o recesso suíno e tudo o mais. Mas hoje, as coisas devem voltar pro devido lugar, ele tem aulas, eu tenho monografia e só deus sabe quando vamos poder passar um tempo relativamente grande juntos de novo.

Enfim, como dizia o poeta ‘foi eterno enquanto durou’. Ah!, e foi mesmo. Um mês grudada numa pessoa ensina bastante coisa pra gente. Por exemplo: viver de pizza congelada sai caro, miojo enjoa e não ter louça suja na pia é muito legal. Eu poderia escrever horrores, contando detalhes sobre as bebedeiras e até a briga que tivemos, mas é desnecessário. Casamento é bom, mas no tempo certo.

Eu não tenho necessidade de gente o tempo todo. Sempre fui assim, desde criança. Nunca fui de chegar e contar meu dia na escola, comentar uma festa da noite anterior e nem passar horas a fio no telefone fofocando sobre o último bafão escolar. Aliás, eu sempre gostei de estar comigo e isso é muito bom. Eu gosto da minha companhia e de andar feito uma mendiga dentro de casa, comer quando dá vontade, ler, ver os filmes que eu escolhi. Sempre fui tranqüila, por isso, nunca fiz questão de estar rodeada de gente. Não que eu seja uma doida sociopata, longe disso! Mas eu sei curtir os meus momentos. Afinal, tem coisas que são só suas e que se você divide, já não tem o mesmo gosto.

Esse mês virou minha rotina de pés pro ar. Achei uma delícia chegar em casa e ter alguém me esperando, dormir abraçadinha, conversar sobre o teu dia, ter alguém pra rir e criar teorias conspiratórias. Aliás, uma coisa que aprendi nesse mês: a melhor coisa do mundo é ter alguém que te ama do jeito que você é. Eu não mudei meus hábitos, não me desfiz de antigos vícios, não alterei muita coisa só porque o Victor estava aqui. É tão bom ter alguém que você gosta do seu lado e não precisar fingir! É ótimo não precisar acordar mais cedo que ele só pra escovar os dentes e arrumar o cabelo. Nem do meu mau humor eu abri mão.

É fácil fingir, esconder detalhes quando se namora, se vê pouco. Mas quando a pessoa divide tudo contigo, desde o convívio com teus amigos até a cama e os talheres, não dá. Mais hora, menos hora você se ‘revela’. O grande segredo é não ter que revelar nada! É ser quem você é desde o começo de tudo. Só assim você pode ter certeza que a pessoa ama você e não a imagem que ela construiu (e você fez o projeto).

Enfim, o balaço total do meu pseudo-casamento foi positivo. Mas não vou negar que não sinto falta de mim mesma e me enrolar no cobertor de noite sem me preocupar se alguém vai ficar sem.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O importante é ter estoque

Nossas vidas viraram uma grande vitrine. Temos a necessidade de colocar ali tudo que julgamos importante. Temos necessidade de expor nossas alegrias, conquistas, último namorado, balada, tristezas. Precisamos de aprovação ou inveja de alguém. Precisamos mostrar o quão bonitos, modernos, plásticos nós somos, seja no nick do msn, no álbum do orkut, numa frase de camiseta. Quanto mais melhor.

Hoje, é muito fácil encontrarmos essas vitrines cada vez mais poluídas, mais cheias de novidades. O grande problema, é que enfeitamos mais a vitrine que os fundos da loja. Não é difícil encontrarmos gente assim: meninas em posições ginecológicas nas fotos espalhadas, muitas vezes, por elas mesmas. Gente com três ou quatro perfis no orkut e nenhum amigo no domingo à tarde. Namoros eternos de três semanas. A disputa à tapas por uma foto numa comunidade. A luta para ter cada vez mais seguidores no twitter.

Há quem esqueça que a vida, a imagem, não é vitrine. Não podemos compartilhar nossas vidas a ponto de torná-la domínio público. Afinal, mais tarde, pra quem reclamaremos os direitos autorais? Quem poderemos acusar por espalhar uma fofoca? Ninguém. Afinal, estava lá, na vitrine, pra quem quisesse ver, tocar, opinar.

O problema é que pra manter uma loja funcionando e com clientes fiéis, não basta ter tudo na vitrine. Precisa ter estoque, precisa ter coisas que ninguém vê um pouco mais escondido. Quando a bunda murchar, o peito cair, o namoro acabar, o que você terá a oferecer? Nada, pois tudo estava na vitrine, enquanto os fundos da loja criava teias de aranha.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lealdade

‘O Schumacher é muito ligado à equipe e está fazendo isso, ele mesmo disse, por lealdade a tudo que a Ferrari fez por ele.’

Ele já tinha encerrado a carreira com chave de ouro. Ele já é o maior de todos. Ele já está rico. Ele não precisava voltar a correr no lugar do Massa. Mas, por lealdade à equipe, ele voltou. É difícil gente que faça isso, seja por quem for. Estamos na geração ‘socialização por conveniência’. Você vê no que a pessoa pode ser útil, se não for, descarta e parte pra outra.

Cachorros não são assim. Você pode bater neles, deixá-los sem água ou comida por mais de dias, ignorá-los quando está triste, mas eles sempre vão estar lá. Vão com você onde você inventar de ir. Você pode até fantasiá-los de coelho ou bater fotos ridículas deles no banho, mas eles ainda vão te amar. É disso que eu estou falando. Cachorros são leais. Pessoas, nem sempre.

Pessoas têm memória seletiva. O que você fez por elas ontem, foi ontem, é passado. Já não serve mais. Antigamente, palavra era como um contrato, aperto de mão valia mais que assinatura. Hoje, poucas são as pessoas que você pode ter certeza que estarão com você se algo muito ruim lhe acontecer. Aliás, é nessas horas que a verdadeira lealdade aparece. A grande maioria, são números: na agenda do celular, no orkut, na lista de convidados, onde for.

Só depois de entender que lealdade não é experiência de vida, e sim, virtude, é que você começa a não esperar mais das pessoas ao redor. Você pode ter feito o que for por uma pessoa, se ela não possuir esse gene abençoado, no momento que você precisar, ela será apenas mais uma que vai lhe dar um tapinha nas costas e dizer com uma sombra de sorriso no lábios: que pena. Mas me liga outra hora pra marcarmos alguma coisa!

Lealdade, não é como amizade, carinho, amor. Lealdade não se conquista. Ninguém desenvolve isso por determinada pessoa. Essa virtude, apenas aflora por determinada pessoa. Faça a sua parte, só aprenda a não esperar nada em troca de ninguém! Lealdade, infelizmente, é cada vez mais rara e não vem estampada na testa.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Até dezembro, dois filmes serão o tema deste semestre: 'Onde os Fracos não tem vez' e 'Mulheres à beira de um ataque de nervos'. Depois de 3 anos empurrando a faculdade com a barriga... ops! Quer dizer, não me esforçando taaaaanto quanto o sublime curso de Publicidade e Propaganda exige que eu me esforce, tá na hora de meter a cara nos livros e chorar em posição fetal no canto do quarto toda vez que pensar na apresentação da monografia.

É um semestre que não posso nem pensar em ler livros cujo título não contenha as palavras 'propaganda', 'marketing', 'comunicação', 'manipulação de mentes', 'estratégias', não vou mais poder perder os finais de semana vendo filmes e computador vai ser somente o necessário. A primeira grande mudança do semestre é pagar a pendência que eu tenho na biblioteca, afinal, agora seremos amigas íntimas. Minha alimentação não vai mudar muito. A base vai continuar sendo pizza congelada, miojo e coca-cola, só que agora, com energético. Sextas, antes regadas a música, vinho e baboseiras, agora serão preenchidas por livros, dois notebooks, coisas-que-me-mantenham-acordada e duas mulheres completamente loucas escrevendo de forma compulsiva. Sinceramente, eu espero que escrevamos de forma compulsiva.

É, começou o semestre do pesadelo. Juro que segunda-feira pela manhã, ouvi a voz do John, dos Jogos Mortais, dizendo 'e que o semestre comece', ao invés da música tema das Meninas Super Poderosas, que é meu alarme do despertador.

Victor ainda está aqui em casa e isso ainda dá um ar de férias pro apartamento zero-quatro. Como ele ainda está aqui, fico adiando a hora de cair de boca nos livros sob o pretexto de 'aah, tem que dar atenção pro namorado'. Não quero que ele vá embora nunca!

Agora eu tenho, finalmente, uma desculp plausível pra não atualizar mais esse blog! E viva a monografia!!! E Teoria da Comunicação, Planejamento de Campanha, Mídia, Planejamento em Comunicação...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alice no País dos Entorpecentes

O gato ri. O gato some. O gato ri e o gato some. Isso é estranho. E o gato fala. O gato ri, o gato some e o gato fala. Eu não me meteria com um sujeito desses.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Para ele.

Foi tudo muito rápido. Dia 26 de dezembro tudo começou. Dia 21 de fevereiro tudo tomou forma. Eu não esperava por nem metade de tudo que aconteceu. Tinha medo de ser só mais um casinho de carnaval, de não conseguirmos nos suportar por míseros quatro dias, de brigarmos e ver que tudo não passou de uma mera ilusão.

Mas não. Tudo transcorreu bem e cada vez que eu olhava nos olhos dele via que suportaria a distância de quase mil quilômetros. Cada beijo, cada abraço me fazia ter mais certeza de que eu tinha tomado a escolha certa. Era ele. É ele.

Por mais palavras que eu tente escrever, por mais que eu tente expressar o que sinto, ainda não existe palavra pra descrever. É um amor que ultrapassa tudo que a razão julga ser insano, que transpassa barreiras, distância, brigas tolas.

E são as brigas tolas que me fazem ver o quanto o quero comigo. Cada vez que a possibilidade de perdê-lo bate a minha porta, um frio que me paralisa toda conta de tudo. Pensar que jamais o terei em meus braços novamente é pior que qualquer pesadelo, que qualquer coisa que de ruim possa existir.

Vi que em quase cinco meses nós mudamos juntos, amadurecemos juntos. E hoje eu vejo que o amor é isso: é não viver só para si. É viver para si e para quem amamos. Hoje nenhuma decisão é tomada por impulso, como antes fazia. Tudo é calculado para que eu não o faça sofrer, para que nossos planos perdurem e que evoluam a ponto de se tornar realidade. Uma realidade cada vez mais próxima.

Quando o tenho comigo esqueço de tudo: trabalho, faculdade, insegurança. Uma vez, prometi que nunca choraria na frente dele. Mas é inevitável, porque só ele me passa a segurança de que tudo vai terminar bem, que um dia vou rir das minhas lágrimas. Ele me faz ver que tudo vale a pena, que no final tudo será recompensado.

Uma vez, eu disse que poderíamos ser quem quisermos, até mesmo Dante e Beatrice, e vivermos um amor que sobrevive aos 7 portões do inferno. E o meu por ele sobreviveria, sem dúvidas. Mas acho que eu prefiro que sejamos Jack e Sally para comemorarmos o Halloween no Natal. Para vivermos num mundo só nosso. O mundo que construímos juntos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Para ela.

Eu nem lembro como foi, pra ser honesta. Só lembro que ela era alguém que eu achava bonita e só. Juro que pensei: “Só mais um rostinho bonito sem nada dentro”. Mas o tempo provou o contrário. Todos os “contrários” que poderiam haver.

Não, ela não era apenas um rostinho bonito. Ali dentro existia uma pessoa com sonhos, desilusões, objetivos e alguns desvios de rota. A aproximação eu não lembro como foi, mas lembro que já não conseguia mais passar as noites sem saber como havia sido seu dia.

Ela sempre foi tudo que eu precisei, me deu a mão quando eu precisava, ria das minhas besteiras (e eu das dela). Éramos amigas, confidentes, irmãs. Ela era a única que tinha a chave que poderia abrir o baú secreto que havia dentro de mim. Com ela eu não tinha medo. Nunca tive.

O tempo mostrou que existem certas pessoas que entram na nossa vida (muitas vezes sem pedir licença) e não conseguem sair. Ou nós que não queremos deixar, não sei. Só sei que existem pedaços de alma que se completam. Por mais distância que exista, por mais que as conversas já não sejam tão longas, não dá pra viver sem ela. É como se faltasse um pedaço de mim.

Não vou mentir: sinto ciúmes de quem a tem por perto. Que pode abraçá-la quando precisa, que pode olhá-la nos olhos quando precisa dizer palavras duras, que pode segurar em suas mãos quando tem que aconselhá-la. Sem contar que ela é rhyca e phyna.

Ainda vamos bater cabelo no James. Eu prometo, metadinha.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Gente Perecível

Sempre me perguntam porque eu não gosto de balada. E vou responder: não tenho saco pra passar horas me arrumando, pra chegar num lugar que vai estar tocando uma música horrorosa que tá num volume que te impossibilita de conversar, pagar caro pra beber, ter quase uma crise de clausrofobia por causa do abafamento e ver gente fabricada em série.

Gente fabricada em série é algo que me irrita profundamente. Acho que elas tem um chip implantado sob a pele que traz o número do lote. Vestem as mesmas roupas, normalmente, quando andam em grupo, coordenam as cores. Não suporto ver meninas espremidas em calças dois números menores, se equilibrando em saltos 15, com blusas que exigem movimentos limitados, caso contrário, pagarão peitinho.

Não consigo ver graça em meninos que usam os mesmos bonés, as mesmas camisetas, tomando seu energético em frente a um carro popular com um som potente (que, possivelmente, vale mais que o carro), chamando as meninas de 'gatinha' e fazendo 'psiu' a qualquer coisa que passe pela frente e tenha peitos. Acredito que já cantaram muito travesti nos sábados a noite.

Acho tudo isso muito 1998.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Motivos para odiar os anos 90

Seria muito fácil elencarmos tudo de bom que teve nos anos 90: Chiquititas, Punk, a levada da breca, Power Rangers, Super Nintendo... ah, os anos 90. Como eu nasci na finaleira dos anos 80, mas bem finaleira mesmo, minha infância toda transcorreu nos anos 90. Afinal, em 90 eu tinha 2 anos e em 99 eu já tinha 12. Ah, não sei, deve ser isso. Mas não é disso que vamos falar hoje. Vamos falar das piores coisas que os anos 90 nos trouxeram. Ainda bem que todas elas nasceram e morreram lá, por que, deus me livre!




Rodolfo e E.T.:
Domingo na casa da avó, todo mundo já comeu até quase infartar, eu já tinha me enchido de doces até quase saírem pelas orelhas e brincado de colocar fogo na casa, meu pai roncava num quarto qualquer. Minha avó assistia Domingo Legal. Só deus sabe porque velho adora aquilo. E pode ver, só velho assiste o Domingo Legal. Esses seres (os da foto acima, não os velhos) assombravam o domingo de qualquer criança mentalmente sã. Por que é impossível alguém que, pelo menos uma vez na vida não tenha sentido medo do E.T. Ou tinha medo de ser acordado com uma buzina, talvez.




Sandálias da Xuxa: Aquelas sandálias de plástico eram horrorosas, davam um chulé desgraçado, machucavam os pés. Mas toda menina tinha, nem que fosse um modelinho, mas era indispensável. Lógico que todo mundo só queria comprar por causa do brinde: um relógio rosa, um diário... sempre tinha algum brinde que fazia valer o preço daquela bosta. Eu tive uma que tinha o salto cheio de letrinhas, em menos de uma semana o salto furou ou sei lá o quê e todas as letrinhas caíam quando eu andava. Eu achava maneiro porque fazia um trilho por onde eu andava. Minha mãe não achava maneiro.



Balas Soft: A bala Soft é uma das remanescentes dos anos 90. Dizem as más línguas que ela já matou mais que Hitler e que ainda hoje segue causando destruição em crianças desavisadas. Foi responsável por grandes afogamentos da minha infância e as três pontes de safena que a minha mãe tem. Diz a lenda que a bruxa má teria obtido êxito com a Branca de Neve se oferece uma bala dessas ao invés de uma maçã. Mas aí eu te pergunto: quem, queeeeeeeeem, achou que pudesse ser legal criar uma bala que tem o tamando EXATO da garganta de uma criança? Casal Nardoni Comércio de Balas e Doces?




Fofão: Eu simplesmente não consigo achar palavras pra colocar aqui sobre o Fofão. Olhar pra imagem à esquerda me dá medo e minhas mãos estão suando frio. Tou tremendo. Imagino que ele seja uma espécie de boneco de plástico que alguém torturou, derretendo a cara dele com o ferro de passar. E ele voltou pra se vingar. Tipo o Chuck. E eu nunca duvidei da história da faca que diziam que vinha dentro dele. Eu não assistia o programa dele, por que tinha medo. Meu primo descobriu isso e passou a me assombrar com o disco do Fofão, correndo com ele na mão atrás de mim pela casa, enquanto eu gritava, mas gritava até ficar roxa. Quer ser meu inimigo? Me odeia e não sabe como dizer? Me dá um boneco do Fofão.



Papel de Carta: Todas as meninas da escola colecionam seus preciosos papéis de carta em pastas floridas. Algumas, gabavam-se em dizer que sua coleção começou na época da mamãe. Não, eu não colecionava papéis de carta e a única coisa que herdei da minha mãe era um monte de Fofoletes que eu fiz questão de destruir. Eu até tinha uns papéis desses, mas como eu não era das meninas maaaais cuidadosas desse mundo, vivam amassados e ninguém queria trocar comigo. Afinal, isso aí não servia pra porra nenhum. Vou repetir, PORRA NENHUMA. E desde pequena eu me questionava: se é papel de CARTA, porque ninguém escreve CARTAS com eles? Grandes perguntas sem resposta da humanidade.




Não vou terminar esse post. Fui destuir Fofoletes remanescentes.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Desabafo

Esse post não é divertido, não comenta notícias bizarras. Esse blog é meu, tenho um login e uma senha, me sinto no direito de escrever sobre o que eu quiser.

Ao contrário de você, não consigo não esperar nada de ninguém. Não consigo sorrir e não esperar nada de volta, mesmo que seja forçado. Não sei, desculpa. Minha intensidade sempre foi característica, quando penso que vale a pena, me entrego, me jogo de cabeça. Normalmente, estou errada, e desta vez não foi diferente.

Te segurei pelos ombros, te injetei realidade, fui dura, mas se faço isso é porque te amo e não quero te ver sofrendo. Mas tudo que recebi de volta, foi indiferença, como sempre. Onde estava você quando eu precisei? Quando chorei? E quando precisei da minha injeção de realismo? Onde? Eu posso responder isso, afinal, te conheço como ninguém: se entregando às fantasias, usando as mesmas máscaras. Porém, quando você as tirava e era comigo a menina que eu conheci e amei, eu te acalentava, enxugava tuas lágrimas.

Não sei dizer onde errei. Talvez, tenha sido em ter te amado tanto. Amor de irmã, aquele que fala o que precisa ser dito, não o que você quer ouvir. Eu decifrava teu rosto, teu olhar e te entendia no silêncio. Isso você não pode negar. Éramos metades. Inconfundíveis. A junção perfeita da emoção com a razão. Mas a razão também sofre.

Quando digo que cansei, digo com todo o realismo e frieza que eu usava pra te falar as coisas, apontar erros. É com a frieza da razão. Não consigo mais te ver se entregando às falsas coisas, promessas. Eu gostava de você rindo ou chorando. Mas sempre aquela menina que eu segurei a mão e disse que seguiria em frente junto. Eu gostava da sua emoção exarcebada, dos exageros, ria das suas bobagens e gostava de dizer que sim, isso também ia passar.

Hoje você vive com as máscaras, só que agora, quando você tirá-las, eu não segurarei mais. Amizade é uma via de mão dupla, não existe entrega de uma só parte. E agora posso dizer: eu preferia quando você chorava.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Calma, não é sobre a páscoa

Coisa linda de deus! Todo mundo falando de páscoa, união, família. Sejamos honestos: tá todo mundo se fodendo pra isso. O que importa mesmo é o feriadão e os chocolates. Vai, admite, não precisa mentir pra mim. Eu mesma tou enrolando pra ir visitar meus pais, mas tou tri faceira de ter ganho altos bombons da minha chefe.

Noite passada foi a noite da hora extra. Sério, vou parar de pagar INSS e Previdência Privada. Duvido que eu passe dos trinta, quem dirá, viver o suficiente pra me aposentar. Não, não é drama, é a realidade. Meu fígado virou patê e ninguém vai querer fazer um foie gras com ele, afinal, o fígado dos gansos não está tão debilitado quanto o meu. Exemplo: pra aguentar o tranco até às 4h da manhã, consumimos (3 pessoas): 2L de Coca-Cola, 1L de energético, 2 latinha de cerveja, 1L de café e uma pizza grande, cujo motoboy é um grosso (vou mandar esse link, despretenciosamente para o pessoal da Pizza Express). Além da dor de estômago infernal que me acomete nesse exato momento, tou sentindo umas fisgadas muito sinistras no lado esquerdo da cabeça. Isso é bom, pois: talvez seja a prova de que eu tenha cérebro. Mas é ruim, pois supomos que alguma coisa preencha meu crânio, se está doendo, já tá pedindo arrego. Nunca podemos esquecer de cogitar que essa dor seja um mero traumatismo craniano, mas prefiro acreditar na teoria do cérebro pifando, mesmo.

Mas esse não é o tema. O tema é 'coisas que me irritam profundamente'. Como profissional que sou, passo o dia fuçando em sites de notícias e juro que o orkut se enquadra nesse quesito. Nessas buscas, descobri que odeio cientistas escrotos e japoneses desocupados. Exemplo:

Pintinhos de cinco dias sabem contar: a minha primeira reação foi soltar, em alto e bom som: 'E daí?' Eu também sei! Como diz a minha amiga Ana Carolina: 'quando eles aprenderem a tabuada, volta e me conta'.

Dinossauros andavam em bandos adolescentes: Novamente: E daí? Meu, não tem nada que ficar fuçando nos dinossauros, não. Deixa o dinossauro lá, curtindo a vibe do fóssil, tá lá quietinho, não faz mal a ninguém. Para de mexer no dinossauro e vai procurar a cura do câncer, filho da puta!

Fulano acha a lista de Schindler: Só uma pergunta: tinha alguém procurando? Se eu quiser saber sobre a Lista de Schindler, pago 2,50 na locadora e alugo, caramba! Aí o cara acha um monte de papel, numa língua que ele não conhece, provavelmente não vai entender a letra e... e eu com isso?

Mas eu me irrito quando penso: quanto dinheiro foi investido nessas merdas?

Agora, a categoria ilustre dos japoneses idiotas.
Japonês tem que ser nerd mesmo. E eu tenho que bater palma pros nerds japoneses que criam coisas divertidas, interessantes. Afinal, eles poderiam estar colando fita adesiva no gato de estimação e fazendo todo o resto de japoneses ociosos rirem disso! Cara, colar fita adesiva no gato, não, né! Confesso que achei babaca pra cacete, mas na segunda vez que eu vi, tava rindo. Mas, sejamos francos: isso não deveria ser motivo de atração de tv. No máximo, aquele vídeo que tu faz com o celular e joga no youtube. Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=BKeeGOOQfyk

O próximo comentário é sobre uma reporter, ja-po-ne-sa, que cai 5 andares porque teve a brilhante ideia de sair pela janela de um prédio colada em, acredito, fita adesiva. Será que ninguém, NINGUÉM disse pra ela: 'olha, acho que é uma ideia meeeio idiota, eu acho que não vai dar certo...'. Não, ninguém disse. Óbvio que não deu certo e que ela se estabacou no chão. Curte só: http://www.youtube.com/watch?v=BKeeGOOQfyk

Agora eu penso: POR QUE ESSA TARA POR FITA ADESIVA?

Tou vendo o dia que a gente vai clicar na editoria do Planeta Bizarro, no G1, e iremos parar no site do Terra, que faz dessas coisas, sua chamada de capa. Talvez seja por que sempre tem alguém idiota o suficiente pra ler. Tipo eu.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Indignação Inútil

Dias desses, jogada no sofá da casa da minha mãe, curtindo o ócio nada criativo de um sábado a tarde, me deparo com uma coisa que me intrigou num primeiro momento: num 'jornal' da MTV, ninguém mais, ninguém menos que Mayra Dias Gomes aparece para falar de literatura. Prestei atenção pelos seguintes motivos:

1) Ou eu via aquilo ou a novela das 19h da Globo;
2) Poxa, era a Mayra Dias Gomes, filha do Dias Gomes, devia ter alguma coisa pra acrescentar;
3) Ela começou a falar do livro que inspirou o filme 'Medo e Delírio em Las Vegas', que, na minha humilde opinião, é um dos mais geniais com o Benício Del Toro e o Johnny Depp;

Nas primeiras três frases que ela soltou eu vi que a guria é fake, afinal, qualquer um pode digitar o nome do livro no Google, ler a resenha e comentar. Ponto. Foi isso que ela fez. Juro que se ela não tivesse uma tatuagem do Jack Skellington no braço direito pra prender minha atenção, eu teria colocado na novela das 19h da Globo.

Sabe, ela escreveu um livro há uns tempos atrás, 'Fugalaça', que, como eu sou muito legal, vou comentar para que você não faça a ca-ga-da de lê-lo.

Vamos lá: 'Fugalaça' vem de uma geração de meninas ricas e entediadas que compram, fofocam e transam. Tudo começou com 'Hell Paris 75016', da escritora rica e entediada Lolita Pille. O livro foi best seller, mas até aí dá pra entender, pois ele choca a sociedade francesa quando diz o que seus jovens ricos e entediados realmente fazem quando deveriam estar estudando.

Na mesma época, saiu o livro da italiana Melissa Panarello, '100 escovadas antes de ir para a cama', que fala da mesma coisa, só que se passa na Itália. A menina rica e entediada, se mete em altas confusões com uma turminha do barulho e apronta pra cachorro. E sempre dá pra toda a turminha do barulho. Foi best seller e virou filme.

Ainda em 2003, tivemos 'Aos Treze', com roteiro escrito por uma menina de 13 e narra a adolescência conturbadinha ao lado da amiguinha. Na minha opinião, a coisa mais transguessora que elas fizeram foi colocar um piercing na língua e pagar o cara com o corpo. Eu também tenho piercing na língua e nem por isso fiz um filme. Que fique claro que eu não paguei com o corpo.

Por fim, temos 'Fugalaça', onde Mayra Dias Gomes tem a mesma história contada nos outros livros que já lemos, o mesmo estilo de escrita batido, as mesmas confusões adolescentes que estamos cansados. Mas, aposto que assim como eu, várias pessoas pensaram: 'É a filha do Dias Gomes, deve ter algo a acrescentar', e viram que a melhor coisa a respeito dela é a tatuagem do Jack Skellington no braço direito.



Moral da história: se você for uma menina rica, entediada e tem quem publique suas peripércias sexuais, escreva um livro. Se seu sobrenome for o mesmo de um (bom) escritor famoso, melhor ainda.