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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Obrigada, Uniban

De verdade. Obrigada, Uniban, por nos dar o prazer de poder olhar para Geisy Arruda e sentir nosso ego massageado. 

A confusão todo mundo conhece: o vestido rosa, o vídeo com a “agressão”, a linha de vestidos, a participação em reality show e a capa da Sexy. Muitos podem dizer que é inveja  e que tudo que eu queria na vida era ser ovacioda por belas palavras nos corredores da faculdade e passar onze horas na mesa de cirurgia. Não, amados, não tenho inveja. Pelo contrário, sinto uma tristeza enorme em ver muita gente dizendo que ela é um exemplo de superação. Que fique claro que eu estou citando a benedita da Uniban, mas ela é apenas um pequeno ponto no universo das bundas rebolativas.

Exemplo de superação é a mulher que rala pra pagar os estudos, trabalha o dia todo, atura desaforo do chefe de bico calado, acorda cedo, dorme tarde. E ainda arruma tempo para cuidar do marido, dos filhos e dela mesma.

É característico dos homens se derreter por mulheres de plástico, falsas, maquiadas e burras. Faz parte do DNA deles. Mas me dói ver homens casados ou namorando meninas maravilhosas, simpáticas e inteligentes folheando uma Playboy qualquer e dizendo: “Meu Deus, isso que é mulher”. Eu mesma estava vendo a Playboy do mês passado com a “modelo” paraguaia Larissa Riquelme na capa e, é claro, adoraria ter o corpo dela!

Só que, meninas, lembrem-se, a gente sempre pode emagrecer, esticar aqui ou repuxar ali, mas inteligência não se compra na mesa de cirurgia. 

domingo, 8 de agosto de 2010

Matando o Genocídio

Eu sofro de um gravíssimo problema: enjoo fácil, fácil das coisas.
Pra você ter ideia do quanto isto é grave, tem uma toalhinha que eu comecei bordar aos 6 anos e ainda não terminei. Só vejo filmes em duas, ou mais, etapas. Roubo de mim mesma jogando paciência. Jogar xadrez comigo é uma tarefa complicada. Eu não tenho paciência pras coisas.
O problema é que eu começo muito bem, depois eu enjoo e largo de mão, empurro com a barriga. Foi assim com a escola, a faculdade e vai ser assim com a pós-graduação   e está sendo assim com este blog.
Eu postava com frequência, caprichava nos detalhes, mas depois... puft! Perdeu o encanto.
Além do mais, me apavora saber que tem quem leia o que eu escrevo, o que me faz ficar me policiando e tudo o mais. Ando pensando em fazer outro blog, com menos coisas pessoais, talvez. Mas eu sei que vou começar e enjoar logo em seguida.

É por isso que eu estou, agora, matando o Genocídio.
E, quer saber de uma coisa?

Até que durou muito.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Má oêêê!

Como eu ando passando tempo considerável na frente do computador escrevendo sobre linguagem publicitária, segmentação de mercado e história da propaganda, notei que meu cérebro estava inchando o suficiente para ficar preocupada. Para aliviar a tensão, resolvi dar uma passada por aqui, tirar as teias de aranha, espanar a poeira e recuperar o terreno que vários seres inimagináveis haviam tomado para si.

Este post não tem pé, muito menos cabeça, sendo que esta, está no arquivo minimizado intitulado "Capítulo 1". Pelo menos esta tela não me faz ter crises de choro. Pois então galera, eu estou me formando! Quem diria, heim? Aquela guriazinha que largou a faculdade de direito para fazer Publicidade (até então, incentivada pela mãe que não se cansava de dizer: "Quanta criatividade jogada fora, minha filha, você deveria fazer Publicidade e Propaganda e tentar ganhar dinheiro com isso". É, praga de mãe sempre pega!), que gostava de fotografia e não tinha ideia do que um publicitário realmente fazia, ia conseguir chegar ao final.

Quatro anos de faculdade se passaram, desisti da fotografia, me apaixonei por redação, fiz bons trabalhos, me dei mal em outros. E agora, tudo termina dia 28. É difícil terminar a faculdade, sabia? Eu achava que nunca ia sentir falta daquelas aulas intermináveis de Teoria da Comunicação, das reuniões de brainstorm que quase acabavam em pancadaria. Mas, quatro anos se passaram e cá estou eu: encerrando a monografia, concluindo os projetos e rebolando pra dar conta das matérias. E já sentindo saudades.

Saudades de pensar que tudo era de brincadeira, podíamos fazer anúncios sacanas e nos darmos bem com isso, das vezes que um anúncio feito em 10 minutos virava contracapa do jornal do curso. Agora, parece que a vida real está batendo a porta, já não existe mais aquela desculpa de "quando eu me formar eu penso". Agora vem os preparativos da formatura, aguentar o namorado resmungando que não vai ser ele quem vai dançar a valsa comigo, o pai resmungando que não sabe dançar valsa, convites, vestido, decoração da recepção. Mas, junto com isso, vem uma série de inseguranças e preocupações. A proposta de trabalho em outro estado,  decidir entre pós-gradução, mestrado ou outro curso, elevar o namoro a um outro patamar e saber que agora não existem mais desculpas. Tem que encarar.

Acredite, passa rápido. Parece que foi ontem que vi meu nome entre os aprovados para o curso de direito e tinha certeza de que aquilo era o que eu queria para o resto da minha vida. E eu só tinha 16 anos. Larguei tudo, me encontrei e me decepcionei com a nova escolha daquilo que eu queria ser quando crescer. As inseguranças dos 16 anos passaram a ser outras, as certezas também. E eu só tenho 22 anos.

Mas, e quem disse que não vai ser sempre assim?
Tem que encarar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A vocês.

Eu poderia citar nomes, elencar os personagens, espalhar seus nomes, rostos, qualidades por este post. Mas não farei isso, não preciso expô-los para que saibam que cada palavra que aqui escrevo se refere a eles.
Muitas vezes, nos enganamos com as pessoas e não culpo ninguém por isso. Sim, pode ser que você seja bobo, mas... quem nunca se enganou? Quem nunca teve uma pessoa que nos seduziu por um sorriso, por um ombro "amigo" na hora certa? Depois percebemos que os minutos de companheirismo não compensam a decepção.

Só não podemos negar que existem pessoas que entram na nossa vida e não saem mais. Não existe distância, tempo, empecilho: amizade de verdade é atemporal. Amizade, dentre todas as relações humanas, pode ir do céu ao inferno em segundos, pode ser a mais verdadeira ou a mais falsa. Só que nada supera, em inocência, em sinceridade, o amor de amigo. É um amor que não se pede, que não é imposto. Você apenas sente.

É um amor que você escolheu dar a alguém, você escolheu estar do lado da pessoa. Ninguém lhe obrigou a isso, seja por protocolo, seja por genética. Você apenas escolheu se doar a alguém da maneira mais bonita que existe: sendo amigo. Respeitando diferenças, puxando a orelha quando deve, rindo, aprontando, bebendo e chorando. Você não precisa se importar com o que aquela pessoa vai pensar se um dia você desabar. Lembre-se: ela te conhece, te respeita e escolheu isso.  Escolheu segurar sua mão e enxugar suas lágrimas.

À essas pessoas, hoje sem nome, sem rosto e sem qualidades citadas aqui, só tenho algo a dizer: Obrigada por tudo. Por cada vez que ficamos sem fazer nada aos domingos, por cada bebedeira que um impediu o outro de fazer besteira, por cada vez que fizemos um do outro de chão para segurar nossos passos. Obrigada por estarem comigo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Item máximo na escala de irritabilidade


Uma vez, uma amiga me disse que era mais fácil elencar as coisas que eu gostava que as que eu não suportava. E é verdade. Existem coisas que eu não suporto, mas entre esses milhões desagradáveis de coisas algumas se destacam. Japoneses, por exemplo. Argentinos. Comunistas. Bom, não vamos entrar nos méritos de irritabilidade de cada um. Mas acho que a coisa mais desagradável, na minha opinião, é me subestimar por causa da idade.
Odeio quando dizem: “você não sabe nada” ou “você não passou por metade do que eu passei”. Ok, tenho apenas 21 anos, mas isso não faz das minha experiências menos importantes que as suas. Logicamente, respeito a opinião de quem eu sei que mais bagagem que eu e pode me ensinar alguma coisa. Mas aí entra a questão principal: o respeito.
Dentre meus milhões de defeitos, que também acho que não devemos entrar no mérito de cada um, caso contrário esse post ficaria enorme, tenho que admitir uma qualidade minha: eu sei respeitar a opinião alheia. Eu tenho um ponto de vista, você tem outro. Eu vou expor o meu, você o seu. Só não tente me convencer que o que eu penso é errado, não faça isso. Não tente me dizer que eu não sei nada da vida, que eu não entendo de música ou de literatura, ou disso ou daquilo. Posso saber menos, mas vou tentar aprender mais. Não venha me dizer que o que eu leio é lixo, porque eu não vou falar isso dos seus livros. Não venha maldizer minhas músicas, pois eu não farei isso das suas. Não tente dizer que minhas opiniões ou convicções são coisas de menina, que eu não sei nada de nada. Não julgue pelo fato de eu ter a faculdade paga pelo pai ou até mesmo por ter um pai. Cada um é cada um. As coisas que eu passei foram importantes pra mim, talvez, pequenas pra você. Mas não tente dizer que não foram relevantes. Pra mim foram. Pra você não. É aí que entra o respeito.
Pois é, dentre as coisas que eu odeio mais que japoneses, mais que argentinos e mais ainda que comunistas estão os donos da verdade.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Destilando mau humor

Sejamos honestos: o fato de eu estar destilando mau humor não é atípico nem digno de nota. Mas hoje está especial. E eu vou dizer o motivo.

Acordei, dormi de novo, o despertador tocou de novo, quis ignorá-lo com todas as minhas forças, mas ele me venceu pelo cansaço. Xinguei a vida, levantei, me arrumei e cheguei na porta do prédio. O que me esperava lá fora? Um enorme, radiante, incrivelmente quente e insuportável SOL. Não, não era possível. Por que comigo, meu deus? Não entendo quem ama o verão. Sério, não consigo compreender. Vamos analisar os fatos?

1) No verão, tem SOL.

2) Se tem sol, tem CALOR.

3) Se tem calor, tem SUOR.

4) Se tem suor, tem gente MELEQUENTA.

Não vou entrar no mérito das praias. Não, não vou. Só uma pincelada, talvez: praia, calor, suor, areia mijada, criança infernais correndo, crianças infernais fazendo castelinhos de areia à beira mar, água suja, fria, gordos escrotos que te comem com os olhos, gordas escrotas que te matam com os olhos. Piriguetes, muitas piriguetes. Eu acho praia um show de horrores.

Eu acho que se deus existe, ele até foi justo numa coisa: encaixar o verão com todas as festas mais insuportáveis do planeta. Já pensou em passar pelo verão e quando você está novamente sorrindo por sentir frio, tem carnaval, natal, ano novo? Não, seria maldade demais com a raça humana. Além de eu ter que passar pelo verão, com seu calor insuportável, natal em família, ouvindo Simone cantando "então é natal, o que você fez, mimimi", ano novo em família NA PRAIA e o carnaval em família na praia com gordos escrotos que te comem com os olhos elevados à décima potência, no meio disso tudo tem o meu aniversário.

Eu acho que usei a mesma lógica que deus usou ao encaixar as festas com o verão. Se é pra ser, que seja agora. Nasce no meio da muvuca, acaba com essa palhaçada de uma vez. Tá certo, nunca tive festa de aniversário com os amiguinhos e ganho um presente só de natal e aniversário, mas eu ACABO COM A PALHAÇADA TODA DE UMA VEZ. Já dizia o poeta: "Cada escolha, uma renúncia e essa é a vida"

Quando eu penso no verão, sinto arrepios. É sério. Meu inferno astral começa em novembro, junto com o horário de verão e só termina em abril, quando a TV para de reprisar os melhores momentos de todos os programas que existem na grade.

Inferno.



(post dedicado à minha amiga Michele, que também nutre todos esses sentimentos)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De uma vez por todas

Sim, eu estive relutante em falar a respeito do final de tudo. Não sei porquê. Talvez achasse que seria precipitado, ou achasse que tem volta, enfim. Hoje talvez seja o momento.

Pessoas entram na sua vida. E acho que com a mesma facilidade que entram, podem sair. Não se deve dramatizar isso, é apenas a ordem natural das coisas. Já chorei muito por pessoas, amigos, ex-namorados, mas vejo que hoje, por mais que doa, não se deve ficar endeusando a dor. Planos desfeitos, sonhos que não vão mais se realizar (pelo menos não com aquela pessoa ao lado), juras de amor eterno que só foram eternas enquanto duraram... isso é normal. Toda pessoa apaixonada faz isso.

Não sei nem vou tentar definir o que é amar. Só tenho uma opinião, talhada em pedra, a respeito de relacionamentos: quando o stress e as brigas começam a sobressair mais que o prazer de estar na companhia do outro, é hora de rever tudo. Pra que ficar com alguém que você briga, discute? Não tem lógica. Pra que segurar uma relação que já teve seu prazo de validade expirado? Não faz sentido. Comodismo? Talvez. Medo da solidão? Pode ser.

Nunca tive problemas em estar solteira, tanto porque me dou muito bem comigo mesma. Não preciso de alguém pra ser feliz. Esse alguém pode ser parte da minha felicidade, mas não ela toda. Ah!, outra coisa: não dou murro em ponta de faca. Não adianta você querer e ouvir promessas: a pessoa não vai mudar. Se não mudou por ela mesma, não seja prepotente de achar que mudará por você. As pessoas podem se moldar, mas mudar, nunca.

Quem sabe, meu pai esteja certo: vou morrer solteira. Honestamente, não me importo, nunca fez o meu estilo querer casar, ter filhos e cuidar de casa. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: posso até continuar solteira por algum tempo, mas pelo menos, nunca vou me perder de mim. Sei o que quero, o que gosto e onde quero chegar. Quer me acompanhar? Ok. Mas caminhe do meu lado, nunca atrás de mim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

De volta. Ou não.

Olá, anjinhos, como vocês estão? Andaram pegando no meu pé porque andei abandonando o blog. Como se fosse só sentar, ligar o computador e escrever!
Como eu não tenho (absolutamente) nada de relevante pra postar, falarei imbecilidades (nossa, que novidade!):

- acho que tenho dislexia. De uma forma moderada, mas tenho. Hoje mesmo, fui escrever a palavra "osteoporose" e consegui escrever "osteropose" 7 vezes. Além de estar comendo sílabas de forma nunca vista antes. Eu deveria postar sem revisar, para vocês terem ideia da gravidade da coisa.

- estou começando a considerar a ideia de que eu sou um gênio. Ou sou muito susceptível à possessões. Só assim eu consigo explicar o fato de me sair bem nas provas sem estudar ou comparecer às aulas.

- além de gênio ou possuída, tenho o corpo fechado. Ninguém que leva a vida que eu levo (bebe, fuma, come porcaria, não faz atividade física e é ranzinza), consegue ter uma saúde impecável como a minha. Galera que apostou que eu infartava antes dos 30, mals aí, i will survive.

- além de gênio ou possuída e descendente do Highlander, ando tão calma que eu não pareço eu. Ok, vai ter gente que vai discordar, dizendo que meu humor anda tão ácido que parece que eu durmo com o Hugh Laurie, mas ninguém pode negar que a Pollyanna está fazendo de mim uma pessoa melhor.

- ando pensando em anomalias, ultimamente. Ao perguntar para minha mãe se ela criaria um filho deformado, ela me diz que cria eu e meu irmão, portanto, uma aberração a mais, uma aberração a menos, tudo bem. Acho que ela deveria começar a considerar o fato de que, em alguns anos, ela vai estar fraca e debilitada e será submetida às minhas vontades e escolha de asilo.

- não tenho muitos talentos. Mas sei fazer ôla com a barriga e língua de canoinha (sabia que existe um gene só pra determinar isso? Me poupe, Darwin!). Só que o Guilherme, aqui da agência, também faz ôla com a barriga, sendo que ele consegue tremer ela de forma semelhante à Carla Perez quando fazia 'tchan, tchan, tchan, tchan, tchan'. Preciso me aprimorar, não posso ficar estagnada. Vou filmar a barriga dele qualquer dia desses pra provar como é legal e invejável tremer a barriga daquele jeito.

- preciso terminar de começar minha monografia. Alguém aí poderia me ajudar a escrever sobre "A publicidade voltada ao homossexual na mídia impressa", né? Um pacote de balas 7 Belo pra quem se habilitar.

Viram como minha vida é chata, sem graça e desprovida de adrenalina e/ou serotonina? Não sei quando vou conseguir postar normalmente (!?) outra vez. Um beijo de esquimó pra vocês, anjinhos. Sendo vocês fantasmas ou não. :D

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Gato dramático que se boicota




Até hoje de manhã eu era um gato dramático que se boicotava. Eu me jogava de barriga pra cima, resmungava e pedia ajuda aos deuses. Isso não é bom e dá dor nas costas.

Hoje, eu vi que a única responsável por tanta incomodação da minha vida sou eu. Eu me boicoto o tempo todo. Eu procuro motivos para deixar de fazer coisas que poderiam me deixar feliz.
Ontem mesmo eu terminei meu namoro por não saber se ele passaria ou não no vestibular. Sendo que quem vai fazer o vestibular é ele e é só em dezembro. Porque me estressar com isso agora? Pra que ficar me perguntando o que vai ser de mim, da carreira, dos estudos, no ano que vem? Ué, ano que vem eu vou saber!
Enfim, hoje eu decidi parar de me boicotar, afinal de contas, tenho só 21 anos, caramba! Tenho mais mesmo é que dirigir bêbada, fazer sexo sem proteção com desconhecidos, assaltar uma igreja (ops!, o Edir Macedo já fez isso), espancar um velhinho na rua... coisas que todo jovem normal e saudável deve fazer.
Tá, desconsidera esses itens. Não vou fazer nada disso. Só vou parar de me boicotar mesmo.

Para encerrar este lindo post de hoje, publico aqui a linda ode à monografia escrita por Michele Ayres:

Ode ao que se fode

Eu queria começar
Voce sabe o que
Mas não vejo razão
nem motivo, nem por que

Toda noite eu penso
Naquilo que não se deve dizer
Choro, pego um lenço
O que eu posso fazer?

Ode ao que se fode
Monografia filha da puta
Não me enche o saco
Vai pra puta que pariu.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Desabafo

Esse post não é divertido, não comenta notícias bizarras. Esse blog é meu, tenho um login e uma senha, me sinto no direito de escrever sobre o que eu quiser.

Ao contrário de você, não consigo não esperar nada de ninguém. Não consigo sorrir e não esperar nada de volta, mesmo que seja forçado. Não sei, desculpa. Minha intensidade sempre foi característica, quando penso que vale a pena, me entrego, me jogo de cabeça. Normalmente, estou errada, e desta vez não foi diferente.

Te segurei pelos ombros, te injetei realidade, fui dura, mas se faço isso é porque te amo e não quero te ver sofrendo. Mas tudo que recebi de volta, foi indiferença, como sempre. Onde estava você quando eu precisei? Quando chorei? E quando precisei da minha injeção de realismo? Onde? Eu posso responder isso, afinal, te conheço como ninguém: se entregando às fantasias, usando as mesmas máscaras. Porém, quando você as tirava e era comigo a menina que eu conheci e amei, eu te acalentava, enxugava tuas lágrimas.

Não sei dizer onde errei. Talvez, tenha sido em ter te amado tanto. Amor de irmã, aquele que fala o que precisa ser dito, não o que você quer ouvir. Eu decifrava teu rosto, teu olhar e te entendia no silêncio. Isso você não pode negar. Éramos metades. Inconfundíveis. A junção perfeita da emoção com a razão. Mas a razão também sofre.

Quando digo que cansei, digo com todo o realismo e frieza que eu usava pra te falar as coisas, apontar erros. É com a frieza da razão. Não consigo mais te ver se entregando às falsas coisas, promessas. Eu gostava de você rindo ou chorando. Mas sempre aquela menina que eu segurei a mão e disse que seguiria em frente junto. Eu gostava da sua emoção exarcebada, dos exageros, ria das suas bobagens e gostava de dizer que sim, isso também ia passar.

Hoje você vive com as máscaras, só que agora, quando você tirá-las, eu não segurarei mais. Amizade é uma via de mão dupla, não existe entrega de uma só parte. E agora posso dizer: eu preferia quando você chorava.

terça-feira, 3 de março de 2009

As cinco pessoas que você encontra no inferno

Provavelmente você já ouviu falar no livro 'As cinco pessoas que você encontra no céu'. Bobagem. É no inferno que as pessoas mais legais e as melhores bandas de rock vão parar. Lá, se você não ajudou as criancinhas da África, riu da desgaça alheia e fez dos 7 pecados sua filosofia de vida, com certeza vai encontrar:

Rogério Skylab: Um ícone. Ele mostra que você pode ser muito louco, fumar muita maconha, fazer músicas doentias e ainda assim, trabalhar no Banco do Brasil e ser entrevistado pelo Jô Soares.

Nigel Goodman: nada é sagrado para ele. Ele bebe. Ele xinga. E ele vai estragar o seu feriado surpresa.

Damião Experiênça: O maior líder espiritual do milênio. Inri Christ não é nada perto da sabedoria desse homem simples que acredita na existência do Planeta Lamma e desenvolveu sua própria língua: a língua Lhama. Suas músicas são repletas de mensagens filosóficas e, certamente, seus filhos vão estudá-lo na aula de História.


Coringa: Ele é mau. Ele é debochado. E ele acaba com uma cidade inteira usando apenas gasolina, dinamite e maquiagem.

Tuany Fraga: Afinal, venerar esses caras não é muito politicamente correto.





Te vejo lá (?)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Acredite: eles estavam certos

De ontem pra hoje, li dois textos sobre homens e mulheres bastante interessantes. O primeiro, do Arnaldo Jabor que diz:

‘Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa... Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira.Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo.Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nemchegam a ser um problema).’

A única coisa que eu posso dizer é:deviam existir mais Arnaldos no mundo.

O segundo é do Marcelo Cunha, que diz que os homens escolhem suas mulheres por influência dos amigos (texto na íntegra: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3496777-EI8423,00-Como+os+homens+escolhem+as+suas+mulheres.html , comprido, mas vale a pena).

Isso mostra que só ferormônio não resolve de nada. Acho que já ta mais do que provado que mulheres fazem chapinha para outras mulheres invejarem seus cabelos, passam horas na academia para outras mulheres invejarem suas bundas. Homem não quer saber qual é a marca do teu sapato, quando foi a última vez que você fez hidratação no cabelo. E, parece mentira, mas ele quase nunca reparam se as unhas estão feitas ou não.

Hoje, cheguei à conclusão de que, por todos esses anos, eles estavam certos (já não era sem tempo de terem razão em alguma coisa): nós que complicamos. Sim, nós. Eles não querem Barbies para exibir num concurso de beleza, querem mulheres de verdade. Com todas suas celulites, com seu bom ou mau humor, mulher com TPM, que não sorri o tempo todo como se estivesse no consultório do dentista.

Quer dizer, estamos falando, tanto eu, quanto o Arnaldo e o Marcelo, de relacionamentos, não de pegação. Porque, pra passar uma noite e exibir pro amigo aquela menina linda, de bunda durinha, toda magrelinha, eles adoram!

Bom, se depois de todas essas evidências vindas diretamente da fonte (leia-se: homens) você ainda quiser acordar 6h da manhã pra fazer chapinha e o horário da manicure for tão importante pra você quanto o ar que respira, continue assim. Mas continue por você. Não por ele (ou pela ex dele)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O bom filho à casa (re)torna.

É, não adianta, eu não consigo ficar sem blog. E nem vou dar a desculpa de que não consigo mesmo é ficar sem escrever, porque se assim fosse, eu abria o word, escrevia e pronto. Mas eu sou exibicionista.

Mas então, aqui é o lugar pra se fazer o que não podemos fazer o dia inteiro. Falar bobagem, falar mal da vida dos outros, da novela, do tio que não se suporta, da briga com o irmão, reclamar do vizinho, criticar aquela campanha que todos os seus colegas de trabalho pagam pau. Enfim, coisas legais que nos privamos durante o dia.

Entre, traga sua cerveja (ou seu Lexotan 6mg), fique à vontade. Não liga pra bagunça, vou ajeitar aos poucos. Mas não ponha os pés em cima da mesa que a casa ainda é minha. E não esqueça a luz acesa, porque sou eu quem paga a conta.