quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Obrigada, Uniban

De verdade. Obrigada, Uniban, por nos dar o prazer de poder olhar para Geisy Arruda e sentir nosso ego massageado. 

A confusão todo mundo conhece: o vestido rosa, o vídeo com a “agressão”, a linha de vestidos, a participação em reality show e a capa da Sexy. Muitos podem dizer que é inveja  e que tudo que eu queria na vida era ser ovacioda por belas palavras nos corredores da faculdade e passar onze horas na mesa de cirurgia. Não, amados, não tenho inveja. Pelo contrário, sinto uma tristeza enorme em ver muita gente dizendo que ela é um exemplo de superação. Que fique claro que eu estou citando a benedita da Uniban, mas ela é apenas um pequeno ponto no universo das bundas rebolativas.

Exemplo de superação é a mulher que rala pra pagar os estudos, trabalha o dia todo, atura desaforo do chefe de bico calado, acorda cedo, dorme tarde. E ainda arruma tempo para cuidar do marido, dos filhos e dela mesma.

É característico dos homens se derreter por mulheres de plástico, falsas, maquiadas e burras. Faz parte do DNA deles. Mas me dói ver homens casados ou namorando meninas maravilhosas, simpáticas e inteligentes folheando uma Playboy qualquer e dizendo: “Meu Deus, isso que é mulher”. Eu mesma estava vendo a Playboy do mês passado com a “modelo” paraguaia Larissa Riquelme na capa e, é claro, adoraria ter o corpo dela!

Só que, meninas, lembrem-se, a gente sempre pode emagrecer, esticar aqui ou repuxar ali, mas inteligência não se compra na mesa de cirurgia. 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vontade aleatória

Não, o genocídio não ressurgiu das trevas. Só que eu tenho escrito tantos anúncios, tantos spots, tantos VT's, que me deu vontade de escrever mais ainda, mas algo que não tenha a ver com publicidade e tenha mais de 140 caracteres.

Se uma coisa que eu posso ter certeza na vida é: eu soube escolher o que fazer. Não há nada no mundo que pague você acordar (mesmo que seja às 5:30 da manhã) e sair de casa pra fazer o que gosta. E ganhar dinheiro com isso (mesmo que seja pouco). Gosto de estar com gente criativa, em ambientes criativos e fazer coisas criativas.

Muita coisa mudou desde a formatura, mas eu tenho sentido falta dos meus amigos. Nossa, como eles me fazem falta. Sinto saudade dos sábados preguiçosos, cozinhando, bebendo, rindo e chorando com eles. Infelizmente, não temos podido estar juntos por agora, afinal, mudei de cidade e o cansaço do dia-a-dia consome qualquer um. Mas tenho urgência em reverter isso. Ou vou pirar.

That's all folks.

domingo, 8 de agosto de 2010

Matando o Genocídio

Eu sofro de um gravíssimo problema: enjoo fácil, fácil das coisas.
Pra você ter ideia do quanto isto é grave, tem uma toalhinha que eu comecei bordar aos 6 anos e ainda não terminei. Só vejo filmes em duas, ou mais, etapas. Roubo de mim mesma jogando paciência. Jogar xadrez comigo é uma tarefa complicada. Eu não tenho paciência pras coisas.
O problema é que eu começo muito bem, depois eu enjoo e largo de mão, empurro com a barriga. Foi assim com a escola, a faculdade e vai ser assim com a pós-graduação   e está sendo assim com este blog.
Eu postava com frequência, caprichava nos detalhes, mas depois... puft! Perdeu o encanto.
Além do mais, me apavora saber que tem quem leia o que eu escrevo, o que me faz ficar me policiando e tudo o mais. Ando pensando em fazer outro blog, com menos coisas pessoais, talvez. Mas eu sei que vou começar e enjoar logo em seguida.

É por isso que eu estou, agora, matando o Genocídio.
E, quer saber de uma coisa?

Até que durou muito.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Má oêêê!

Como eu ando passando tempo considerável na frente do computador escrevendo sobre linguagem publicitária, segmentação de mercado e história da propaganda, notei que meu cérebro estava inchando o suficiente para ficar preocupada. Para aliviar a tensão, resolvi dar uma passada por aqui, tirar as teias de aranha, espanar a poeira e recuperar o terreno que vários seres inimagináveis haviam tomado para si.

Este post não tem pé, muito menos cabeça, sendo que esta, está no arquivo minimizado intitulado "Capítulo 1". Pelo menos esta tela não me faz ter crises de choro. Pois então galera, eu estou me formando! Quem diria, heim? Aquela guriazinha que largou a faculdade de direito para fazer Publicidade (até então, incentivada pela mãe que não se cansava de dizer: "Quanta criatividade jogada fora, minha filha, você deveria fazer Publicidade e Propaganda e tentar ganhar dinheiro com isso". É, praga de mãe sempre pega!), que gostava de fotografia e não tinha ideia do que um publicitário realmente fazia, ia conseguir chegar ao final.

Quatro anos de faculdade se passaram, desisti da fotografia, me apaixonei por redação, fiz bons trabalhos, me dei mal em outros. E agora, tudo termina dia 28. É difícil terminar a faculdade, sabia? Eu achava que nunca ia sentir falta daquelas aulas intermináveis de Teoria da Comunicação, das reuniões de brainstorm que quase acabavam em pancadaria. Mas, quatro anos se passaram e cá estou eu: encerrando a monografia, concluindo os projetos e rebolando pra dar conta das matérias. E já sentindo saudades.

Saudades de pensar que tudo era de brincadeira, podíamos fazer anúncios sacanas e nos darmos bem com isso, das vezes que um anúncio feito em 10 minutos virava contracapa do jornal do curso. Agora, parece que a vida real está batendo a porta, já não existe mais aquela desculpa de "quando eu me formar eu penso". Agora vem os preparativos da formatura, aguentar o namorado resmungando que não vai ser ele quem vai dançar a valsa comigo, o pai resmungando que não sabe dançar valsa, convites, vestido, decoração da recepção. Mas, junto com isso, vem uma série de inseguranças e preocupações. A proposta de trabalho em outro estado,  decidir entre pós-gradução, mestrado ou outro curso, elevar o namoro a um outro patamar e saber que agora não existem mais desculpas. Tem que encarar.

Acredite, passa rápido. Parece que foi ontem que vi meu nome entre os aprovados para o curso de direito e tinha certeza de que aquilo era o que eu queria para o resto da minha vida. E eu só tinha 16 anos. Larguei tudo, me encontrei e me decepcionei com a nova escolha daquilo que eu queria ser quando crescer. As inseguranças dos 16 anos passaram a ser outras, as certezas também. E eu só tenho 22 anos.

Mas, e quem disse que não vai ser sempre assim?
Tem que encarar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A vocês.

Eu poderia citar nomes, elencar os personagens, espalhar seus nomes, rostos, qualidades por este post. Mas não farei isso, não preciso expô-los para que saibam que cada palavra que aqui escrevo se refere a eles.
Muitas vezes, nos enganamos com as pessoas e não culpo ninguém por isso. Sim, pode ser que você seja bobo, mas... quem nunca se enganou? Quem nunca teve uma pessoa que nos seduziu por um sorriso, por um ombro "amigo" na hora certa? Depois percebemos que os minutos de companheirismo não compensam a decepção.

Só não podemos negar que existem pessoas que entram na nossa vida e não saem mais. Não existe distância, tempo, empecilho: amizade de verdade é atemporal. Amizade, dentre todas as relações humanas, pode ir do céu ao inferno em segundos, pode ser a mais verdadeira ou a mais falsa. Só que nada supera, em inocência, em sinceridade, o amor de amigo. É um amor que não se pede, que não é imposto. Você apenas sente.

É um amor que você escolheu dar a alguém, você escolheu estar do lado da pessoa. Ninguém lhe obrigou a isso, seja por protocolo, seja por genética. Você apenas escolheu se doar a alguém da maneira mais bonita que existe: sendo amigo. Respeitando diferenças, puxando a orelha quando deve, rindo, aprontando, bebendo e chorando. Você não precisa se importar com o que aquela pessoa vai pensar se um dia você desabar. Lembre-se: ela te conhece, te respeita e escolheu isso.  Escolheu segurar sua mão e enxugar suas lágrimas.

À essas pessoas, hoje sem nome, sem rosto e sem qualidades citadas aqui, só tenho algo a dizer: Obrigada por tudo. Por cada vez que ficamos sem fazer nada aos domingos, por cada bebedeira que um impediu o outro de fazer besteira, por cada vez que fizemos um do outro de chão para segurar nossos passos. Obrigada por estarem comigo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Item máximo na escala de irritabilidade


Uma vez, uma amiga me disse que era mais fácil elencar as coisas que eu gostava que as que eu não suportava. E é verdade. Existem coisas que eu não suporto, mas entre esses milhões desagradáveis de coisas algumas se destacam. Japoneses, por exemplo. Argentinos. Comunistas. Bom, não vamos entrar nos méritos de irritabilidade de cada um. Mas acho que a coisa mais desagradável, na minha opinião, é me subestimar por causa da idade.
Odeio quando dizem: “você não sabe nada” ou “você não passou por metade do que eu passei”. Ok, tenho apenas 21 anos, mas isso não faz das minha experiências menos importantes que as suas. Logicamente, respeito a opinião de quem eu sei que mais bagagem que eu e pode me ensinar alguma coisa. Mas aí entra a questão principal: o respeito.
Dentre meus milhões de defeitos, que também acho que não devemos entrar no mérito de cada um, caso contrário esse post ficaria enorme, tenho que admitir uma qualidade minha: eu sei respeitar a opinião alheia. Eu tenho um ponto de vista, você tem outro. Eu vou expor o meu, você o seu. Só não tente me convencer que o que eu penso é errado, não faça isso. Não tente me dizer que eu não sei nada da vida, que eu não entendo de música ou de literatura, ou disso ou daquilo. Posso saber menos, mas vou tentar aprender mais. Não venha me dizer que o que eu leio é lixo, porque eu não vou falar isso dos seus livros. Não venha maldizer minhas músicas, pois eu não farei isso das suas. Não tente dizer que minhas opiniões ou convicções são coisas de menina, que eu não sei nada de nada. Não julgue pelo fato de eu ter a faculdade paga pelo pai ou até mesmo por ter um pai. Cada um é cada um. As coisas que eu passei foram importantes pra mim, talvez, pequenas pra você. Mas não tente dizer que não foram relevantes. Pra mim foram. Pra você não. É aí que entra o respeito.
Pois é, dentre as coisas que eu odeio mais que japoneses, mais que argentinos e mais ainda que comunistas estão os donos da verdade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Se me ama, me dá um livro

Ontem foi aniversário da Giselle, mídia aqui da agência. Cheguei lá, depois de uma prova (coincidentemente) de mídia, encontrei as pessoas se divertindo no Guitar Hero, bebendo, conversando. Era uma festa pequenininha, fofinha, pras pessoas mais chegadas... tava tudo tão legal até eu me lembrar de algo: eu nunca tive festa de aniversário. Consequentemente, nunca ganhei presente de aniversário.
Como eu faço aniversário dia 29/12, imagine só meu drama: quando criança, ou fazia a festinha no começo de dezembro quando ninguém tinha ido à praia ainda, ou fazia na praia, só com a família. Exemplo:

















"Querido diário, estes sãoMamãe, Papai bêbado, eu e meu
Tio bêbado na minha festinha. Foi muito divertido." NOT



Portanto, esse ano eu resolvi fazer diferente. Não quero festa, não. Como eu não sou trouxa, nem nada, quero só a parte boa: o presente. Eu podia pedir roupas, acessórios, DVD's bacanudos, ou, sei lá, um crocs! Não, eu não faria isso comigo mesma. Portanto, caros amigos, tudo que eu peço a vocês, é uma coisa que não se nega a uma pequena criança prestes a completar 22 anos. Um livro. Eu amo livros. Tenho tara por livros. Eu gosto mais de ter livros que ler livros! Tá, mentira. Eu sou tão legal, mas tão legal, que vou fazer aqui uma listinha dos livros que me fariam felizes.

  • Como fazer inimigos e alienar pessoas, que você encontra à venda aqui. 
  • Os homens que não amavam as mulheres, que está aqui. 
  • A menina que brincava com fogo, que é este aqui 
  • A rainha do castelo de ar, último da trilogia Millenium e é este aqui; 
  • O bobo da rainha, que está aqui! 
  • Cem melhores crônicas, que, na verdade, são 129.
  • O triste fim do pequeno menino ostra, que está aquiii!

Você pode me ajudar a superar um trauma. Conto com a sua doação!




(Você pode achar estes livros também neste sebo virtual)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quer ser meu amigo?

Ok, vou analisar o seu caso.
Mas nunca, jamais, tente tomar decisões por mim.
Querer saber meus motivos.
Manipular minhas vontades ou me subestimar.
Nunca, nunca mesmo, tente pensar por mim.
Não me peça explicações, satisfações ou questione o que eu decidi.
Me aceite como eu sou e nunca reclame do meu mau humor.
Quem sabe assim, poderemos tomar um Martini.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Destilando mau humor

Sejamos honestos: o fato de eu estar destilando mau humor não é atípico nem digno de nota. Mas hoje está especial. E eu vou dizer o motivo.

Acordei, dormi de novo, o despertador tocou de novo, quis ignorá-lo com todas as minhas forças, mas ele me venceu pelo cansaço. Xinguei a vida, levantei, me arrumei e cheguei na porta do prédio. O que me esperava lá fora? Um enorme, radiante, incrivelmente quente e insuportável SOL. Não, não era possível. Por que comigo, meu deus? Não entendo quem ama o verão. Sério, não consigo compreender. Vamos analisar os fatos?

1) No verão, tem SOL.

2) Se tem sol, tem CALOR.

3) Se tem calor, tem SUOR.

4) Se tem suor, tem gente MELEQUENTA.

Não vou entrar no mérito das praias. Não, não vou. Só uma pincelada, talvez: praia, calor, suor, areia mijada, criança infernais correndo, crianças infernais fazendo castelinhos de areia à beira mar, água suja, fria, gordos escrotos que te comem com os olhos, gordas escrotas que te matam com os olhos. Piriguetes, muitas piriguetes. Eu acho praia um show de horrores.

Eu acho que se deus existe, ele até foi justo numa coisa: encaixar o verão com todas as festas mais insuportáveis do planeta. Já pensou em passar pelo verão e quando você está novamente sorrindo por sentir frio, tem carnaval, natal, ano novo? Não, seria maldade demais com a raça humana. Além de eu ter que passar pelo verão, com seu calor insuportável, natal em família, ouvindo Simone cantando "então é natal, o que você fez, mimimi", ano novo em família NA PRAIA e o carnaval em família na praia com gordos escrotos que te comem com os olhos elevados à décima potência, no meio disso tudo tem o meu aniversário.

Eu acho que usei a mesma lógica que deus usou ao encaixar as festas com o verão. Se é pra ser, que seja agora. Nasce no meio da muvuca, acaba com essa palhaçada de uma vez. Tá certo, nunca tive festa de aniversário com os amiguinhos e ganho um presente só de natal e aniversário, mas eu ACABO COM A PALHAÇADA TODA DE UMA VEZ. Já dizia o poeta: "Cada escolha, uma renúncia e essa é a vida"

Quando eu penso no verão, sinto arrepios. É sério. Meu inferno astral começa em novembro, junto com o horário de verão e só termina em abril, quando a TV para de reprisar os melhores momentos de todos os programas que existem na grade.

Inferno.



(post dedicado à minha amiga Michele, que também nutre todos esses sentimentos)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De uma vez por todas

Sim, eu estive relutante em falar a respeito do final de tudo. Não sei porquê. Talvez achasse que seria precipitado, ou achasse que tem volta, enfim. Hoje talvez seja o momento.

Pessoas entram na sua vida. E acho que com a mesma facilidade que entram, podem sair. Não se deve dramatizar isso, é apenas a ordem natural das coisas. Já chorei muito por pessoas, amigos, ex-namorados, mas vejo que hoje, por mais que doa, não se deve ficar endeusando a dor. Planos desfeitos, sonhos que não vão mais se realizar (pelo menos não com aquela pessoa ao lado), juras de amor eterno que só foram eternas enquanto duraram... isso é normal. Toda pessoa apaixonada faz isso.

Não sei nem vou tentar definir o que é amar. Só tenho uma opinião, talhada em pedra, a respeito de relacionamentos: quando o stress e as brigas começam a sobressair mais que o prazer de estar na companhia do outro, é hora de rever tudo. Pra que ficar com alguém que você briga, discute? Não tem lógica. Pra que segurar uma relação que já teve seu prazo de validade expirado? Não faz sentido. Comodismo? Talvez. Medo da solidão? Pode ser.

Nunca tive problemas em estar solteira, tanto porque me dou muito bem comigo mesma. Não preciso de alguém pra ser feliz. Esse alguém pode ser parte da minha felicidade, mas não ela toda. Ah!, outra coisa: não dou murro em ponta de faca. Não adianta você querer e ouvir promessas: a pessoa não vai mudar. Se não mudou por ela mesma, não seja prepotente de achar que mudará por você. As pessoas podem se moldar, mas mudar, nunca.

Quem sabe, meu pai esteja certo: vou morrer solteira. Honestamente, não me importo, nunca fez o meu estilo querer casar, ter filhos e cuidar de casa. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: posso até continuar solteira por algum tempo, mas pelo menos, nunca vou me perder de mim. Sei o que quero, o que gosto e onde quero chegar. Quer me acompanhar? Ok. Mas caminhe do meu lado, nunca atrás de mim.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Faça, mas faça de coração.

Tem gente que diz que eu pareço ser grossa, ríspida e que durante meu parto, junto com a placenta, foi-se embora o filtro que fica entre o cérebro e a boca. Isso é verdade. Sempre achei que a sinceridade é a melhor saída. Vide alguns exemplos:

Amiga:
Minha maquiagem tá boa?
Eu: Não, tá parecendo o Bozo.

Pessoa na rua: Oi, lembra de mim?
Eu: Não.

Mas não é disso que eu quero falar. Quero falar que mesmo sendo uma pessoa que não tem muito senso de politicagem, eu tenho um bom coração. Sério. Tenho mesmo. Meu coração é tão bom que, às vezes, sou boba.

Uma vez eu tentava evitar isso, mas não dá, eu sou uma fofolete. Tá, não sejamos tão drásticos. O que eu quero dizer é que eu normalmente não me importo com as pessoas, mas os poucos amigos que eu tenho, que acho serem merecedores da minha amizade, conseguem tudo de mim. Menos dinheiro, claro. Eu faço de tudo pra ajudar, me desdobro em duas pra fazer o que me pedem, estendo a mão e abro a porta da minha casa.

Mas, nem sempre as pessoas são legais com você. Nem sempre correpondem às expectativas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca. Sabe o segredo que a Michele me ensinou e eu aprendi e sigo à risca? Quando a gente faz algo de coração, não espera retorno. E isso é a mais pura e simples verdade. Comecei a não esperar consideração, respeito, muito menos lealdade das pessoas. Tudo fica mais fácil quando se pensa assim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

De volta. Ou não.

Olá, anjinhos, como vocês estão? Andaram pegando no meu pé porque andei abandonando o blog. Como se fosse só sentar, ligar o computador e escrever!
Como eu não tenho (absolutamente) nada de relevante pra postar, falarei imbecilidades (nossa, que novidade!):

- acho que tenho dislexia. De uma forma moderada, mas tenho. Hoje mesmo, fui escrever a palavra "osteoporose" e consegui escrever "osteropose" 7 vezes. Além de estar comendo sílabas de forma nunca vista antes. Eu deveria postar sem revisar, para vocês terem ideia da gravidade da coisa.

- estou começando a considerar a ideia de que eu sou um gênio. Ou sou muito susceptível à possessões. Só assim eu consigo explicar o fato de me sair bem nas provas sem estudar ou comparecer às aulas.

- além de gênio ou possuída, tenho o corpo fechado. Ninguém que leva a vida que eu levo (bebe, fuma, come porcaria, não faz atividade física e é ranzinza), consegue ter uma saúde impecável como a minha. Galera que apostou que eu infartava antes dos 30, mals aí, i will survive.

- além de gênio ou possuída e descendente do Highlander, ando tão calma que eu não pareço eu. Ok, vai ter gente que vai discordar, dizendo que meu humor anda tão ácido que parece que eu durmo com o Hugh Laurie, mas ninguém pode negar que a Pollyanna está fazendo de mim uma pessoa melhor.

- ando pensando em anomalias, ultimamente. Ao perguntar para minha mãe se ela criaria um filho deformado, ela me diz que cria eu e meu irmão, portanto, uma aberração a mais, uma aberração a menos, tudo bem. Acho que ela deveria começar a considerar o fato de que, em alguns anos, ela vai estar fraca e debilitada e será submetida às minhas vontades e escolha de asilo.

- não tenho muitos talentos. Mas sei fazer ôla com a barriga e língua de canoinha (sabia que existe um gene só pra determinar isso? Me poupe, Darwin!). Só que o Guilherme, aqui da agência, também faz ôla com a barriga, sendo que ele consegue tremer ela de forma semelhante à Carla Perez quando fazia 'tchan, tchan, tchan, tchan, tchan'. Preciso me aprimorar, não posso ficar estagnada. Vou filmar a barriga dele qualquer dia desses pra provar como é legal e invejável tremer a barriga daquele jeito.

- preciso terminar de começar minha monografia. Alguém aí poderia me ajudar a escrever sobre "A publicidade voltada ao homossexual na mídia impressa", né? Um pacote de balas 7 Belo pra quem se habilitar.

Viram como minha vida é chata, sem graça e desprovida de adrenalina e/ou serotonina? Não sei quando vou conseguir postar normalmente (!?) outra vez. Um beijo de esquimó pra vocês, anjinhos. Sendo vocês fantasmas ou não. :D

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu não gosto de intelectuais


Adoro gente inteligente, estar cercada de gente que tem opiniões, que sabe dizer do que gosta e do que não gosta, que tem algo a acrescentar. Mas se tem algo nessa vida que eu não suporto é intelectual. Não, não estou falando em gente que tem foto com óculos de aros grossos no Orkut, que usa cachecol xadrez em pleno setembro e bebe um cafezinho expresso comentando o último filme iraniano do momento. Essas pessoas simplesmente são ignoradas por mim.
Intelectuais me irritam profundamente. A diferença do inteligente pro intelectual, é que o inteligente está aberto a novos pontos de vista. O intelectual é dono de verdades absolutas. O inteligente é aquele que lê Paulo Coelho pra poder dizer se gosta ou não. O intelectual diz, com todas as letras, que isso é leitura de gente burra. O inteligente assiste aos filminhos comerciais que infestam as salas de cinema, pois assim e só assim, poderá falar mal. O intelectual diz se é bom ou não pelo diretor ou por um crítico de cinema que não faz sexo há 7 anos.
Não gosto de verdades absolutas, do óbvio, do técnico. Gosto de conhecer, de aprender, mesmo que seja com Paulo Coelho, com Dan Brown ou com Ben Stiller. Tudo é válido, tudo ensina. Gostaria muito que vários intelectuais, donos dos conhecimentos universais e únicos conhecedores do que é arte, tivessem a capacidade de poder mastigar e só aí digerir e formar a sua opinião. Não que o conhecimento que eles tanto se orgulham fosse empurrado goela abaixo como se alimenta um ganso no período de engorda.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Querido diário...

...eu odeio muito ser mulher. É sério. Uma vez, diário, eu perguntei a um travesti porque ele queria ser mulher. Sabe o que ele me respondeu? Diz que o mundo feminino é "fascinante". Só que:
  • eu não acho fascinante ficar menstruada;
  • eu não acho fascinante fazer as unhas com alguém cutucando tua cutícula com um alicate afiado que, normalmente, te machuca;
  • eu não acho fascinante usar salto alto e ficar com os pés e panturrilhas doloridos;
  • eu não acho fascinante exercer a mesma função de um homem, com qualidade semelhante ou até superior e vê-lo ganhar o dobro no quinto dia útil do mês;
  • não acho fascinante ser taxada de vagabunda por ficar bêbada;
  • não acho fascinante trabalhar num ambiente com vários homens, mas por eu ser mulher, ser a responsável por lavar as xícaras
  • não acho fascinante ser chamada de burra quando pego o carro. Sendo que, como eu dirijo bem, sou chamada de caminhoneira.
  • não gosto de ter que dormir de cabelo amarrado com medo de que ele crie vida no meio da noite e peça independência pela manhã;
  • não gosto de papo de mulher;
  • não acho nada legal ter que combinar as roupas;
  • não gosto de me maquiar pra sair;
  • não acho nada legal ter TPM e cólicas;

É, querido diário, eu poderia ficar aqui até amanhã listando coisas que me fazem odiar o fato de ser mulher. Mas tem algo que eu odeio ainda mais que o fato de ser mulher: outras mulheres. Ah!, como mulher é chata. Pouquíssimas as exceções e tenho a sorte de me rodear delas. Porque, desculpa, mas a minha vida NÃO gira em torno da sua 'escova marroquina de chocolate dos alpes suíços' nem da balada de sexta que você sai no tapa com outras pra conseguir. Mulher é chata, mulher é fútil. Graças ao bom deus existem as que fogem do padrão.

Bom, querido diarinho, vou escutar a nova música que baixei. Ela diz, mais ou menos, o seguinte: "Fuck you, fuck very very muuuuuuuch".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hoje é dia de figurinhas!

Eu ando meio sem ter o que falar ultimamente e acordei sem muita vontade de escrever, portanto, vou botar vocês pra verem figurinhas! Olha como eu sou legal, selecionei três seções de fotos e desenhos de artistas diferentes, todos com um mesmo tema: as princesas da Disney.

De uns tempos pra cá, tenho notado a grande fissura que vários artistas e fotógrafos tem mostrado pelas princesas, só que o mais legal: um lado que imaginávamos. Algumas dessas fotos acabam, finalmente, com as nossas percepções das lindas e intocáveis princesas, principalmente, o ensaio feito pela fotógrafa Dina Goldstein. Mas eu vou começar pelo mais bonitinho.

Annie Leibovitz:

A fotógrafa fez um ensaio com várias otários celebridades, vestidas como personagens dos clássicos da Disney. Alguns ficaram meio fora de contexto, mas a direção de arte e o resultado final ficaram ótimos.

David Beckham como Príncipe Phillip, de A Bela Adormecida
Gisele Bündchen como Wendy, de Peter Pan
Jennifer Lopez e Marc Anthony, como Jasmine e Aladdin
Jessica Biel como Pocahontas
Julie Andrews como a Fada Azul
Beyoncé, Alice no País das Maravilhas (ahn?)
Michael Phelps e Julianne Moore, A pequena Sereia
Rachel Wiesz (who?), A Branca de Neve
Roger Federer (oi?), O Rei Artur
Whoopi Goldberg, como o Gênio de Aladdin (gostava quando ele era azul)
Zac Gay Efron e Vanessa Peladona Hudgens, A Bela Adormecida
Scarlett Johansson como Cinderela (filha, vira modelo, porque atriz tá difícil. Fikdik)
Dina Goldstein:
Este é o meu favorito. Ela fez um ensaio intitulado 'Fallen Princesses' onde mostra o que, provavelmente, aconteceu com todas as princesas depois do 'e foram felizes para sempre'. Sempre se baseando nos problemas enfrentados pelas mulheres de hoje, o ensaio é divertido e realista.
Bela, de A Bela e a Fera, com um botoxzinho básico
O príncipe só quer saber de cerveja e fazer filhos.
Rapunzel perdeu os cabelos por causa do monografia câncer
Bela Adormecida hoje enche a cara de Rivotril
Cinderela hoje enche a cara de cachaça mesmo
Jasmine largou Aladdin e virou guerrilheira
James McTeigue:
Com desenhos inspirados nas princesas mas com traços de mangá, ele retrata a versão sombria das personagens. Não sei a data dos desenhos, mas a Branca de Neve é o plano de fundo do meu celular.
Alice no País das Maravilhas
A Pequena Sereia
A Bela e a Fera
A Bela Adormecida
A Branca de Neve
Cinderela
Jane (Tarzan)
Jasmine (Aladdin)
Mulan
Nala (O Rei Leão)
Pocahontas
Então, é isso. Por favor, isso deu trabalho pra fazer portanto, diga que ficou legal, ok?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Gato dramático que se boicota




Até hoje de manhã eu era um gato dramático que se boicotava. Eu me jogava de barriga pra cima, resmungava e pedia ajuda aos deuses. Isso não é bom e dá dor nas costas.

Hoje, eu vi que a única responsável por tanta incomodação da minha vida sou eu. Eu me boicoto o tempo todo. Eu procuro motivos para deixar de fazer coisas que poderiam me deixar feliz.
Ontem mesmo eu terminei meu namoro por não saber se ele passaria ou não no vestibular. Sendo que quem vai fazer o vestibular é ele e é só em dezembro. Porque me estressar com isso agora? Pra que ficar me perguntando o que vai ser de mim, da carreira, dos estudos, no ano que vem? Ué, ano que vem eu vou saber!
Enfim, hoje eu decidi parar de me boicotar, afinal de contas, tenho só 21 anos, caramba! Tenho mais mesmo é que dirigir bêbada, fazer sexo sem proteção com desconhecidos, assaltar uma igreja (ops!, o Edir Macedo já fez isso), espancar um velhinho na rua... coisas que todo jovem normal e saudável deve fazer.
Tá, desconsidera esses itens. Não vou fazer nada disso. Só vou parar de me boicotar mesmo.

Para encerrar este lindo post de hoje, publico aqui a linda ode à monografia escrita por Michele Ayres:

Ode ao que se fode

Eu queria começar
Voce sabe o que
Mas não vejo razão
nem motivo, nem por que

Toda noite eu penso
Naquilo que não se deve dizer
Choro, pego um lenço
O que eu posso fazer?

Ode ao que se fode
Monografia filha da puta
Não me enche o saco
Vai pra puta que pariu.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Monografia, trabalho, namorado, brigas, intrigas, frustração, solidão, apego, saudade, família, amigos, problemas, dinheiro, quarto com goteiras, cachorro doente, dor de cabeça, pré-projeto que nem comecei, faculdade que quero acabar logo, ciúmes, birra, orgulho, futuro, projetos na gaveta, finais de semana jogados no lixo, cinema que não consigo ir, amigos que estão longe, falta de vontade, excesso de vontade, inércia.






PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Consideração

Um vez eu falei aqui sobre lealdade, hoje eu quero falar sobre consideração.
São coisas bem diferentes, lealdade é virtude, consideração é bom-senso. Você ter consideração por uma pessoa não é você amá-la ou coisa assim. É só não esquecer tudo que ela fez por você. É ouvir quando ela quer conversar, assim como ela te ouviu mesmo, talvez, quando não estivesse a fim.

Uma coisa que eu acho impressionante são pessoas que te enxergam como uma orelha, só isso. Quando precisam conversar, precisam de um conselho ou contar uma novidade, coooorrem pra você. Mas essas pessoas esquecem que você não é só ouvidos, também é boca. Também precisa e também quer falar. Também tem opiniões e necessidade de dividi-las.

Talvez por isso, eu tenho escrito mais no blog que procurado algumas pessoas. Aqui, eu falo sozinha mas, pelo menos, não espero retorno. Este blog não precisa ter consideração comigo. E por isso, não espero nada dele. Lealdade, como eu já disse, não se pode cobrar, é uma coisa que a pessoa é ou não é. Consideração, não. Todos deveriam ter, mas a falta de noção de muita gente ainda é mais gritante que a consciência.

Portanto, não esqueça de ninguém que fez por você o que muitos não fariam. Seja emprestar um sapato, uma roupa ou alguns minutos do dia. A partir do momento que alguém cede algo pra você, essa pessoa se priva daquilo que cedeu, mesmo que seja por pouco tempo. O sapato que ela te emprestou, ela não pôde usar naquele determinado dia porque estava com você. Os minutos que ela gastou te ouvindo, não voltam mais. Será que o mínimo que você poderia fazer não seria dizer um ‘obrigada, quando precisar, me chama’? Tente isso. Prometo que não dói nem tira pedaço.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um sonho realizado

Pra quem não sabe, eu sou redatora publicitária, profissão conhecida também como ‘trabalho escravo reconhecido pelo ministério do trabalho’. Redator é aquele cara que não sabe mexer no Corel, não tem noção de Photoshop, não sabe fazer orçamentos e nem tem idéia de que monte de ‘x’ é aquele numa tabela de mídia. O mais perto de planejamento que ele chega, é quando joga War. Aí, ele resolve ser redator e muitas vezes, nem escrever ele sabe.

O redator está para a agência de publicidade assim como o cocô está para o cavalo do bandido. Quando o estagiário está ocupado fazendo alguma coisa, é ele quem busca o café da galera da criação. Por isso, na minha curta trajetória de redatora, estando na terceira agência, eu percebi uma coisa: redatores nunca tem boas cadeiras. Normalmente, a cadeira do diretor de arte é alta, confortável, quase te abraça quando você senta nela. Uma delícia. A do redator, não. Diz a lenda de que em algumas agências, o redator é obrigado a sentar em pequenos tocos de bambu. É o que dizem.

Então, o redator tem dois objetivos na sua carreira: levar Cannes e ter uma cadeira igual a do diretor de arte. Objetivos igualmente esdrúxulos e inalcançáveis. Viramos noites trabalhando, desenvolvemos campanhas legais, nos estressamos, tudo em busca da realização do sonho da cadeira própria. O leão em Cannes é outra história, afinal, ele não depende da boa vontade do seu chefe. Você se esforça, volta pra casa com dores nos ombros, nas costas, descobre que tem artrite, artrose, tendinite, bursite e tudo o mais. Mas está lá, na cadeira que sobrou da última reforma da agência.

Hoje, aconteceu algo que eu não esperava que fosse acontecer antes dos meus 35 anos (de carreira, que fique claro). Eu ganhei uma cadeira igual a do diretor de arte. Sério, fiquei uns 5 minutos observando ela, a cadeira, linda e absoluta. Reparei seu design atraente, passei os dedos por todas as suas curvas, senti a maciez do tecido. Até que eu sentei. Neste momento, as nuvens de abriram e do céu desceram anjos tocando arpas douradas.

Ela é maravilhosa, tem rodinhas, gira, encosto alto, apoio pros braços! Eu poderia morar nessa cadeira. Hoje, eu recebi o maior reconhecimento que um redator publicitário pode querer: uma cadeira. Agora, confortavelmente instalada, criar coisas dignas de um leão em Cannes será fácil. Ou não.

Com vocês, ela, a minha cadeira nova:

Minha vida de casada

Hoje termina meu test-drive de casamento. Meu namorado veio passar as férias comigo e acabou prolongando por uns dias, aí veio o recesso suíno e tudo o mais. Mas hoje, as coisas devem voltar pro devido lugar, ele tem aulas, eu tenho monografia e só deus sabe quando vamos poder passar um tempo relativamente grande juntos de novo.

Enfim, como dizia o poeta ‘foi eterno enquanto durou’. Ah!, e foi mesmo. Um mês grudada numa pessoa ensina bastante coisa pra gente. Por exemplo: viver de pizza congelada sai caro, miojo enjoa e não ter louça suja na pia é muito legal. Eu poderia escrever horrores, contando detalhes sobre as bebedeiras e até a briga que tivemos, mas é desnecessário. Casamento é bom, mas no tempo certo.

Eu não tenho necessidade de gente o tempo todo. Sempre fui assim, desde criança. Nunca fui de chegar e contar meu dia na escola, comentar uma festa da noite anterior e nem passar horas a fio no telefone fofocando sobre o último bafão escolar. Aliás, eu sempre gostei de estar comigo e isso é muito bom. Eu gosto da minha companhia e de andar feito uma mendiga dentro de casa, comer quando dá vontade, ler, ver os filmes que eu escolhi. Sempre fui tranqüila, por isso, nunca fiz questão de estar rodeada de gente. Não que eu seja uma doida sociopata, longe disso! Mas eu sei curtir os meus momentos. Afinal, tem coisas que são só suas e que se você divide, já não tem o mesmo gosto.

Esse mês virou minha rotina de pés pro ar. Achei uma delícia chegar em casa e ter alguém me esperando, dormir abraçadinha, conversar sobre o teu dia, ter alguém pra rir e criar teorias conspiratórias. Aliás, uma coisa que aprendi nesse mês: a melhor coisa do mundo é ter alguém que te ama do jeito que você é. Eu não mudei meus hábitos, não me desfiz de antigos vícios, não alterei muita coisa só porque o Victor estava aqui. É tão bom ter alguém que você gosta do seu lado e não precisar fingir! É ótimo não precisar acordar mais cedo que ele só pra escovar os dentes e arrumar o cabelo. Nem do meu mau humor eu abri mão.

É fácil fingir, esconder detalhes quando se namora, se vê pouco. Mas quando a pessoa divide tudo contigo, desde o convívio com teus amigos até a cama e os talheres, não dá. Mais hora, menos hora você se ‘revela’. O grande segredo é não ter que revelar nada! É ser quem você é desde o começo de tudo. Só assim você pode ter certeza que a pessoa ama você e não a imagem que ela construiu (e você fez o projeto).

Enfim, o balaço total do meu pseudo-casamento foi positivo. Mas não vou negar que não sinto falta de mim mesma e me enrolar no cobertor de noite sem me preocupar se alguém vai ficar sem.