quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lealdade

‘O Schumacher é muito ligado à equipe e está fazendo isso, ele mesmo disse, por lealdade a tudo que a Ferrari fez por ele.’

Ele já tinha encerrado a carreira com chave de ouro. Ele já é o maior de todos. Ele já está rico. Ele não precisava voltar a correr no lugar do Massa. Mas, por lealdade à equipe, ele voltou. É difícil gente que faça isso, seja por quem for. Estamos na geração ‘socialização por conveniência’. Você vê no que a pessoa pode ser útil, se não for, descarta e parte pra outra.

Cachorros não são assim. Você pode bater neles, deixá-los sem água ou comida por mais de dias, ignorá-los quando está triste, mas eles sempre vão estar lá. Vão com você onde você inventar de ir. Você pode até fantasiá-los de coelho ou bater fotos ridículas deles no banho, mas eles ainda vão te amar. É disso que eu estou falando. Cachorros são leais. Pessoas, nem sempre.

Pessoas têm memória seletiva. O que você fez por elas ontem, foi ontem, é passado. Já não serve mais. Antigamente, palavra era como um contrato, aperto de mão valia mais que assinatura. Hoje, poucas são as pessoas que você pode ter certeza que estarão com você se algo muito ruim lhe acontecer. Aliás, é nessas horas que a verdadeira lealdade aparece. A grande maioria, são números: na agenda do celular, no orkut, na lista de convidados, onde for.

Só depois de entender que lealdade não é experiência de vida, e sim, virtude, é que você começa a não esperar mais das pessoas ao redor. Você pode ter feito o que for por uma pessoa, se ela não possuir esse gene abençoado, no momento que você precisar, ela será apenas mais uma que vai lhe dar um tapinha nas costas e dizer com uma sombra de sorriso no lábios: que pena. Mas me liga outra hora pra marcarmos alguma coisa!

Lealdade, não é como amizade, carinho, amor. Lealdade não se conquista. Ninguém desenvolve isso por determinada pessoa. Essa virtude, apenas aflora por determinada pessoa. Faça a sua parte, só aprenda a não esperar nada em troca de ninguém! Lealdade, infelizmente, é cada vez mais rara e não vem estampada na testa.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Até dezembro, dois filmes serão o tema deste semestre: 'Onde os Fracos não tem vez' e 'Mulheres à beira de um ataque de nervos'. Depois de 3 anos empurrando a faculdade com a barriga... ops! Quer dizer, não me esforçando taaaaanto quanto o sublime curso de Publicidade e Propaganda exige que eu me esforce, tá na hora de meter a cara nos livros e chorar em posição fetal no canto do quarto toda vez que pensar na apresentação da monografia.

É um semestre que não posso nem pensar em ler livros cujo título não contenha as palavras 'propaganda', 'marketing', 'comunicação', 'manipulação de mentes', 'estratégias', não vou mais poder perder os finais de semana vendo filmes e computador vai ser somente o necessário. A primeira grande mudança do semestre é pagar a pendência que eu tenho na biblioteca, afinal, agora seremos amigas íntimas. Minha alimentação não vai mudar muito. A base vai continuar sendo pizza congelada, miojo e coca-cola, só que agora, com energético. Sextas, antes regadas a música, vinho e baboseiras, agora serão preenchidas por livros, dois notebooks, coisas-que-me-mantenham-acordada e duas mulheres completamente loucas escrevendo de forma compulsiva. Sinceramente, eu espero que escrevamos de forma compulsiva.

É, começou o semestre do pesadelo. Juro que segunda-feira pela manhã, ouvi a voz do John, dos Jogos Mortais, dizendo 'e que o semestre comece', ao invés da música tema das Meninas Super Poderosas, que é meu alarme do despertador.

Victor ainda está aqui em casa e isso ainda dá um ar de férias pro apartamento zero-quatro. Como ele ainda está aqui, fico adiando a hora de cair de boca nos livros sob o pretexto de 'aah, tem que dar atenção pro namorado'. Não quero que ele vá embora nunca!

Agora eu tenho, finalmente, uma desculp plausível pra não atualizar mais esse blog! E viva a monografia!!! E Teoria da Comunicação, Planejamento de Campanha, Mídia, Planejamento em Comunicação...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alice no País dos Entorpecentes

O gato ri. O gato some. O gato ri e o gato some. Isso é estranho. E o gato fala. O gato ri, o gato some e o gato fala. Eu não me meteria com um sujeito desses.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Para ele.

Foi tudo muito rápido. Dia 26 de dezembro tudo começou. Dia 21 de fevereiro tudo tomou forma. Eu não esperava por nem metade de tudo que aconteceu. Tinha medo de ser só mais um casinho de carnaval, de não conseguirmos nos suportar por míseros quatro dias, de brigarmos e ver que tudo não passou de uma mera ilusão.

Mas não. Tudo transcorreu bem e cada vez que eu olhava nos olhos dele via que suportaria a distância de quase mil quilômetros. Cada beijo, cada abraço me fazia ter mais certeza de que eu tinha tomado a escolha certa. Era ele. É ele.

Por mais palavras que eu tente escrever, por mais que eu tente expressar o que sinto, ainda não existe palavra pra descrever. É um amor que ultrapassa tudo que a razão julga ser insano, que transpassa barreiras, distância, brigas tolas.

E são as brigas tolas que me fazem ver o quanto o quero comigo. Cada vez que a possibilidade de perdê-lo bate a minha porta, um frio que me paralisa toda conta de tudo. Pensar que jamais o terei em meus braços novamente é pior que qualquer pesadelo, que qualquer coisa que de ruim possa existir.

Vi que em quase cinco meses nós mudamos juntos, amadurecemos juntos. E hoje eu vejo que o amor é isso: é não viver só para si. É viver para si e para quem amamos. Hoje nenhuma decisão é tomada por impulso, como antes fazia. Tudo é calculado para que eu não o faça sofrer, para que nossos planos perdurem e que evoluam a ponto de se tornar realidade. Uma realidade cada vez mais próxima.

Quando o tenho comigo esqueço de tudo: trabalho, faculdade, insegurança. Uma vez, prometi que nunca choraria na frente dele. Mas é inevitável, porque só ele me passa a segurança de que tudo vai terminar bem, que um dia vou rir das minhas lágrimas. Ele me faz ver que tudo vale a pena, que no final tudo será recompensado.

Uma vez, eu disse que poderíamos ser quem quisermos, até mesmo Dante e Beatrice, e vivermos um amor que sobrevive aos 7 portões do inferno. E o meu por ele sobreviveria, sem dúvidas. Mas acho que eu prefiro que sejamos Jack e Sally para comemorarmos o Halloween no Natal. Para vivermos num mundo só nosso. O mundo que construímos juntos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Para ela.

Eu nem lembro como foi, pra ser honesta. Só lembro que ela era alguém que eu achava bonita e só. Juro que pensei: “Só mais um rostinho bonito sem nada dentro”. Mas o tempo provou o contrário. Todos os “contrários” que poderiam haver.

Não, ela não era apenas um rostinho bonito. Ali dentro existia uma pessoa com sonhos, desilusões, objetivos e alguns desvios de rota. A aproximação eu não lembro como foi, mas lembro que já não conseguia mais passar as noites sem saber como havia sido seu dia.

Ela sempre foi tudo que eu precisei, me deu a mão quando eu precisava, ria das minhas besteiras (e eu das dela). Éramos amigas, confidentes, irmãs. Ela era a única que tinha a chave que poderia abrir o baú secreto que havia dentro de mim. Com ela eu não tinha medo. Nunca tive.

O tempo mostrou que existem certas pessoas que entram na nossa vida (muitas vezes sem pedir licença) e não conseguem sair. Ou nós que não queremos deixar, não sei. Só sei que existem pedaços de alma que se completam. Por mais distância que exista, por mais que as conversas já não sejam tão longas, não dá pra viver sem ela. É como se faltasse um pedaço de mim.

Não vou mentir: sinto ciúmes de quem a tem por perto. Que pode abraçá-la quando precisa, que pode olhá-la nos olhos quando precisa dizer palavras duras, que pode segurar em suas mãos quando tem que aconselhá-la. Sem contar que ela é rhyca e phyna.

Ainda vamos bater cabelo no James. Eu prometo, metadinha.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Gente Perecível

Sempre me perguntam porque eu não gosto de balada. E vou responder: não tenho saco pra passar horas me arrumando, pra chegar num lugar que vai estar tocando uma música horrorosa que tá num volume que te impossibilita de conversar, pagar caro pra beber, ter quase uma crise de clausrofobia por causa do abafamento e ver gente fabricada em série.

Gente fabricada em série é algo que me irrita profundamente. Acho que elas tem um chip implantado sob a pele que traz o número do lote. Vestem as mesmas roupas, normalmente, quando andam em grupo, coordenam as cores. Não suporto ver meninas espremidas em calças dois números menores, se equilibrando em saltos 15, com blusas que exigem movimentos limitados, caso contrário, pagarão peitinho.

Não consigo ver graça em meninos que usam os mesmos bonés, as mesmas camisetas, tomando seu energético em frente a um carro popular com um som potente (que, possivelmente, vale mais que o carro), chamando as meninas de 'gatinha' e fazendo 'psiu' a qualquer coisa que passe pela frente e tenha peitos. Acredito que já cantaram muito travesti nos sábados a noite.

Acho tudo isso muito 1998.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Motivos para odiar os anos 90

Seria muito fácil elencarmos tudo de bom que teve nos anos 90: Chiquititas, Punk, a levada da breca, Power Rangers, Super Nintendo... ah, os anos 90. Como eu nasci na finaleira dos anos 80, mas bem finaleira mesmo, minha infância toda transcorreu nos anos 90. Afinal, em 90 eu tinha 2 anos e em 99 eu já tinha 12. Ah, não sei, deve ser isso. Mas não é disso que vamos falar hoje. Vamos falar das piores coisas que os anos 90 nos trouxeram. Ainda bem que todas elas nasceram e morreram lá, por que, deus me livre!




Rodolfo e E.T.:
Domingo na casa da avó, todo mundo já comeu até quase infartar, eu já tinha me enchido de doces até quase saírem pelas orelhas e brincado de colocar fogo na casa, meu pai roncava num quarto qualquer. Minha avó assistia Domingo Legal. Só deus sabe porque velho adora aquilo. E pode ver, só velho assiste o Domingo Legal. Esses seres (os da foto acima, não os velhos) assombravam o domingo de qualquer criança mentalmente sã. Por que é impossível alguém que, pelo menos uma vez na vida não tenha sentido medo do E.T. Ou tinha medo de ser acordado com uma buzina, talvez.




Sandálias da Xuxa: Aquelas sandálias de plástico eram horrorosas, davam um chulé desgraçado, machucavam os pés. Mas toda menina tinha, nem que fosse um modelinho, mas era indispensável. Lógico que todo mundo só queria comprar por causa do brinde: um relógio rosa, um diário... sempre tinha algum brinde que fazia valer o preço daquela bosta. Eu tive uma que tinha o salto cheio de letrinhas, em menos de uma semana o salto furou ou sei lá o quê e todas as letrinhas caíam quando eu andava. Eu achava maneiro porque fazia um trilho por onde eu andava. Minha mãe não achava maneiro.



Balas Soft: A bala Soft é uma das remanescentes dos anos 90. Dizem as más línguas que ela já matou mais que Hitler e que ainda hoje segue causando destruição em crianças desavisadas. Foi responsável por grandes afogamentos da minha infância e as três pontes de safena que a minha mãe tem. Diz a lenda que a bruxa má teria obtido êxito com a Branca de Neve se oferece uma bala dessas ao invés de uma maçã. Mas aí eu te pergunto: quem, queeeeeeeeem, achou que pudesse ser legal criar uma bala que tem o tamando EXATO da garganta de uma criança? Casal Nardoni Comércio de Balas e Doces?




Fofão: Eu simplesmente não consigo achar palavras pra colocar aqui sobre o Fofão. Olhar pra imagem à esquerda me dá medo e minhas mãos estão suando frio. Tou tremendo. Imagino que ele seja uma espécie de boneco de plástico que alguém torturou, derretendo a cara dele com o ferro de passar. E ele voltou pra se vingar. Tipo o Chuck. E eu nunca duvidei da história da faca que diziam que vinha dentro dele. Eu não assistia o programa dele, por que tinha medo. Meu primo descobriu isso e passou a me assombrar com o disco do Fofão, correndo com ele na mão atrás de mim pela casa, enquanto eu gritava, mas gritava até ficar roxa. Quer ser meu inimigo? Me odeia e não sabe como dizer? Me dá um boneco do Fofão.



Papel de Carta: Todas as meninas da escola colecionam seus preciosos papéis de carta em pastas floridas. Algumas, gabavam-se em dizer que sua coleção começou na época da mamãe. Não, eu não colecionava papéis de carta e a única coisa que herdei da minha mãe era um monte de Fofoletes que eu fiz questão de destruir. Eu até tinha uns papéis desses, mas como eu não era das meninas maaaais cuidadosas desse mundo, vivam amassados e ninguém queria trocar comigo. Afinal, isso aí não servia pra porra nenhum. Vou repetir, PORRA NENHUMA. E desde pequena eu me questionava: se é papel de CARTA, porque ninguém escreve CARTAS com eles? Grandes perguntas sem resposta da humanidade.




Não vou terminar esse post. Fui destuir Fofoletes remanescentes.